O ex-ministro Rui Gomes da Silva anunciou hoje ter proposto uma reunião com os primeiros subscritores de todas as propostas de alterações estatutárias em discussão no congresso do PSD para chegarem a um texto único sobre as directas.
"Eu contactei hoje à tarde o secretário-geral [do PSD, Miguel Macedo] e propus uma reunião para depois das principais intervenções com os primeiros subscritores de todas as propostas", disse Rui Gomes da Silva, explicando que o objectivo é chegar a um "texto único" nesta matéria. Durante o Governo e Pedro Santana Lopes, Gomes da Silva teve a pasta dos Assuntos Parlamentares e foi ministro adjunto do primeiro-ministro.
Gomes da Silva, subscritor de uma das propostas, defende a eleição directa apenas do presidente do partido, ao contrário da proposta da direcção, que pretende a eleição directa tanto do líder como de toda a comissão política nacional do PSD.
"Não cedo nos princípios. Em relação às questões acessórias cederei em tudo o que for necessário para que as directas sejam aprovadas", garantiu Rui Gomes da Silva, questionado pelos jornalistas no final da intervenção de abertura do líder do PSD, Marques Mendes, no XXVIII Congresso social-democrata, a decorrer em Lisboa.
Sobre este discurso, o ex-ministro de Santana Lopes considerou que foi "uma nota positiva" o apelo de Marques Mendes para a fusão das propostas no capítulo da eleição directa do líder. "Se este congresso conseguir aprovar as directas é uma vitória", disse Gomes da Silva.
O adversário de Marques Mendes no último congresso, Luís Filipe Menezes, recusou comentar o discurso do actual líder do partido. A presidente da mesa do congresso, Manuela Ferreira Leite, declarou suspensos os trabalhos por volta das 20h45, devendo ser retomados às 22h30, com a apresentação das sete propostas de alterações estatutárias.


