O empresário Manuel José Godinho, até ao momento o único detido no âmbito do processo Face Oculta, disse ao juiz de instrução criminal António Costa Gomes que o BCP lhe emprestou 15 milhões de euros.
Segundo avança hoje o semanário Sol, o empresário, que prestava declarações sobre a suspeita de poder vir a fugir do país, explicou ao juiz que, da única vez que se ausentou, surgiu um buraco de 15 milhões nas contas do grupo O2 que o obrigou a contrair o referido financiamento junto do BCP.
O jornal acrescenta ainda que os créditos bancários ao grupo O2 estão referenciados nos dois inquéritos abertos pelo Ministério Público em Aveiro e estão a ser analisados pela Polícia Judiciária.
Com os lucros originados pela venda de resíduos industriais retirados ilicitamente de empresas públicas, Godinho terá comprado diversos bens – carros de luxo e imóveis – que serviram de garantia para os empréstimos bancários à O2, noticia o Sol.


