Gaza: Luís Amado reconhece desproporção de forças, mas frisa que prioridade é cessar-fogo

05.01.2009 - 15:21 Por Lusa
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, reconheceu hoje a desproporção de forças que caracteriza o actual conflito na Faixa de Gaza mas sublinhou que o importante não é "apontar dedos" mas encontrar uma solução.
"A desproporção de forças é evidente, mas também nunca enjeitámos o direito de Israel de se defender do Hamas (...) Mais do que apontar dedos, o que importa é encontrar uma solução que impeça que esta escalada possa degenerar num conflito de proporções maiores", disse Luís Amado à imprensa à margem do Seminário Diplomático a decorrer em Lisboa.
O ministro dos Negócios Estrangeiros reiterou a posição de Portugal e da União Europeia nesta matéria, salientando a importância de um cessar-fogo imediato, do encaminhamento da ajuda humanitária para a população de Gaza e da retomada do processo de paz israelo-palestiniano.
"Acompanhamos com particular atenção a escalada de tensão que se verifica e achamos que é preciso que a comunidade internacional continue a pôr toda a pressão sobre os actores, de maneira a conseguir um cessar-fogo rapidamente e a reconduzir o processo de paz do Médio Oriente naquele que é o quadro estabelecido de um acordo entre o sector moderado palestiniano e árabe e Israel", disse Luís Amado.
Depois de uma semana de ataques por mar e pelo ar, que fizeram mais de 500 mortos e cerca de 2500 feridos, Israel lançou sábado uma ofensiva terrestre que admite se vai prolongar por vários dias e que visa pôr um fim definitivo ao lançamento de "rockets" por apoiantes do Hamas contra localidades israelitas.

