A fotografia de potenciais candidatos às presidenciais perdeu ontem um rosto. Jaime Gama, presidente do Parlamento e ex-candidato a secretário-geral do PS. Pelo menos para já.
Um dia depois do soarista Vítor Ramalho ter defendido, na RR, uma candidatura de Gama a Belém em 2011, o próprio respondeu com duas frases: "Não respondo a uma pergunta que não tem o menor sentido de existir." Antes, interpelado pelos jornalistas na Assembleia da República, apenas tinha dito: "Não vou dizer o que sempre dizem nas vossas peças, que não confirmo nem desminto". E seguiu caminho para ir inaugurar uma exposição do Exército sobre a construção das Linhas de Torres.
Duas frases de Gama que surgem dois dias depois de José Sócrates ter elogiado a entrevista de Manuel Alegre - que está a ponderar uma candidatura a Belém - e em que criticou abertamente Cavaco Silva. O socialista tem, aliás, programadas várias iniciativas até final do mês.
O antigo deputado Vítor Ramalho insistiu na tese da candidatura de Gama, já o tinha feito em Outubro do ano passado. "Jaime Gama, sendo fundador do PS tem uma base de apoio que entra na direita também e, ao contrário do que muita gente pensa, estou convicto que passando à segunda volta toda a esquerda votaria ele", afirmou ontem à Renascença.
O tom de Jaime Gama, ontem à tarde, foi bem diferente do que disse a 28 de Novembro, em que alimentou o tabu presidencial. Sobre o cenário de se candidatar afirmou, bem-humorado: "Não vou fazer qualquer declaração a não ser que sou vosso leitor. Leio-vos com muito gosto, logo às 8h da manhã."


