Já cheira a final de campanha. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, passou a incluir os indecisos nos seus apelos ao voto. Esta terça-feira, em Beja, pediu aos que se mantinham sem certezas para o dia 5 que direccionassem a revolta e desconfiança em relação aos partidos contra os responsáveis pela efectiva governação do país.
“Furem as contas!” pediu o líder comunista ao lembrar que PS, PSD e CDS estavam a contar com o desânimo e a abstenção para chegar ao poder. “Vão votar no dia 5 e mostrem-lhes que eles afinal não são donos de ninguém”, rematou.
Para convencer os indecisos, usou das mesmas armas dos últimos dias, apresentando o PCP como um partido à parte. “Os partidos não são todos iguais”, assegurou Jerónimo de Sousa depois de frisar que era “hora de vencer hesitações”. O argumento foi o da palavra. “O PCP jamais deixará de cumprir a sua palavra”, garantiu.
A diferença estava, defendeu o candidato, não só nos “35 anos de afundamento do país” que os governos de PS, PSD e CDS teriam provocado, mas também na forma como estes escondiam o pacto de resgate financeiro. O que levou mesmo o comunista a afirmar que, caso o silêncio se mantivesse, um governo formado com estes partidos não teria “legitimidade política”.


