Francisco Louçã: Luís Amado será "uma voz de protecção" da política norte-americana

30.06.2006 - 15:41 Por PUBLICO.PT
O dirigente do Bloco de Esquerda Francisco Louçã escusou-se a comentar a saída de Freitas do Amaral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, pelo facto de decorrer de um problema de saúde, mas considerou que a chefia da diplomacia portuguesa vai voltar a subscrever a política internacional praticada pelos Estados Unidos com a nomeação de Luís Amado.
Freitas do Amaral pediu hoje a demissão do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, alegando motivos de saúde. O anúncio foi feito pelo gabinete do primeiro-ministro, acrescentando que o cargo será ocupado por Luís Amado, substituído na pasta da Defesa por Nuno Severiano Teixeira.
Francisco Louçã sustentou em declarações à SIC Notícias que o argumento apresentado por Freitas do Amaral "fica de fora do debate político", mas afirma que o nome escolhido para a sua substituição merece comentários.
Sublinhando que tanto Luís Amado como Severiano Teixeira "são homens próximos" de José Sócrates e sustentam a "política mais de direita dentro do PS", Louçã sustenta que a alteração no Ministério dos Negócios Estrangeiros irá reafirmar a aceitação por parte do Governo de "uma política internacional de Casa Branca".
O dirigente do Bloco de Esquerda diz mesmo que Luís Amado será "uma voz de protecção" dessa política e que, "no que diz respeito à presença de tropas portuguesas no Afeganistão" e quanto à opção política sobre a participação de Portugal em operações militares no estrangeiro, o novo titutar da pasta dos Negócios Estrangeiros "é certamente uma garantia de que essa presença se mantém".
Quanto a Severiano Teixeira, Louçã referiu que o novo ministro da Defesa é alguém "com atenção aos problemas da segurança", lemabrando que "esteve envolvido recentemente na apresentação de um relatório sobre a reorganização das forças de segurança fortemente polémico".

