Francisco Louçã classifica de “telenovela mexicana” caso das escutas de Belém

18.09.2009 - 15:40 Por Maria José Oliveira
Francisco Louçã afirmou hoje que os novos factos sobre o caso das alegadas escutas no Palácio de Belém não são surpreendentes para o líder bloquista e que a história se transformou numa “telenovela mexicana”.
“Não é nenhuma surpresa. Aliás já se percebeu bem a telenovela mexicana em que se transformou toda esta história de escutas que afinal não eram escutas; afinal era o caso de um tal assessor que se tinha sentado numa mesa errada há um ano e meio atrás e depois é noticiado como se fosse uma crise institucional para que o país ficasse suspenso.”
Segundo a edição de hoje do “Diário de Notícias”, o assessor do Presidente da República Fernando Lima terá sido a fonte do PÚBLICO nas notícias em que se afirmava que Cavaco Silva suspeitava estar a ser espiado pelo Governo liderado por José Sócrates. Francisco Louçã já tinha afirmado esta semana que a fonte da manchete do PÚBLICO no dia 18 de Agosto, com o título “Presidência suspeita estar a ser vigiada pelo Governo”, era Fernando Lima, desvalorizando então o assunto.
“O Presidente da República já tinha feito um comentário: tinha dito que este caso não tinha interesse e, portanto, se o caso surgiu de uma fonte de Belém e foi publicado por um jornal, das duas uma: ou a fonte de Belém mentiu ou o jornal não transmitiu a verdade.”, disse Louçã, acrescentando: “Foi sempre muito evidente que se tratava de manipulação de informação, de empolamento de factos, de uma construção mistificadora, de uma fantasia, para reduzir a política a uma telenovela mexicana.”
Cavaco Silva pronunciou-se hoje sobre o assunto, remetendo uma investigação ao caso para depois das eleições, recusando-se, segundo as suas palavras, a entrar em “ lutas político-partidárias”. Mas optou, por agora, pelo silêncio.
Para Francisco Louçã o Presidente não pode ficar em silêncio: “Eu creio que o PR deveria contribuir para terminar este assunto sem qualquer dúvida. Mantê-lo em suspenso durante alguns dias diminui a responsabilidade democrática que deveria ser exigida neste momento. Está a manter em suspenso uma questão que deveria ser concluída, encerrada e resolvida no dia de hoje.”

