Profissionais das forças de segurança vão concentrar-se hoje à tarde junto à residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, numa vigília em "defesa de legítimos direitos" e para protestar contra as medidas governamentais para o sector.
O protesto é promovido pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações das Forças e Serviços de Segurança, que integra a Associação dos Profissionais da Guarda (APG), a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), a Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima (ASPPM), a Associação da Carreira de Investigação e Fiscalização (ACIF) do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).
A CPP considera que o Governo chefiado pelo socialista José Sócrates "entendeu prepotentemente" congelar as carreiras profissionais, os escalões e o aumento dos suplementos salariais.
A organização sindical protesta também contra o aumento do tempo de serviço para efeito de reforma, a alteração do sistema de aposentação e pré-aposentação e os termos para o cálculo da pensão.
A CPP já anunciou que alguns profissionais das forças de segurança poderão recorrer à greve - legalmente proibida na GNR e PSP - caso a vigília de hoje e a manifestação marcada para 22 de Setembro, em Lisboa, não façam o Governo recuar nas medidas adoptadas.
A vigília vai decorrer das 16h00 às 21h00 e, segundo a CCP, os profissionais das forças e serviços de segurança podem escolher se querem apresentar-se fardados ou à civil.
A CPP já promoveu no dia 22 de Junho passado uma manifestação, em Lisboa, de profissionais das forças e serviços de segurança contra as medidas governamentais em causa.


