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Críticas aos cortes orçamentais

Forças Armadas: futuro chefe do Estado-maior participou na carta enviada ao Ministério da Defesa

30.11.2006 - 15:07 Por Lusa

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A carta resumia as preocupações dos quatro chefes de Estado-maior em relação aos cortes orçamentais previstos para o próximo ano A carta resumia as preocupações dos quatro chefes de Estado-maior em relação aos cortes orçamentais previstos para o próximo ano (Inácio Rosa/Lusa (arquivo))
O futuro chefe do Estado-maior general das Forças Armadas, Valença Pinto, disse hoje que participou na reunião de onde saiu um documento que critica a política de cortes orçamentais do Ministério da Defesa.

"A única coisa que posso e devo dizer é que esse documento resultou de uma reunião onde eu participei como chefe de Estado-maior do Exército", afirmou o general, em Tancos, após a cerimónia de despedida das funções de responsável por este ramo das Forças Armadas.

A carta enviada a 9 de Novembro ao ministro da Defesa Nacional pelo ainda chefe do Estado-maior general das Forças Armadas, almirante Mendes Cabeçadas, e divulgada ontem, resumia as preocupações manifestadas pelos quatro chefes militares relativamente a medidas restritivas preconizadas para o sector.

Valença Pinto toma posse como chefe do Estado-mairo general das Forças Armadas na próxima terça-feira, substituindo no cargo Mendes Cabeçadas, que cessa funções a seu pedido.

No documento, o ainda chefe do Estado-maior das Forças Armadas alerta que "a recente tendência de igualização dos militares a funcionários civis contribuirá necessariamente para que sejam minados os fundamentos éticos dos deveres militares".

No entanto, Valença Pinto recusou-se a tecer mais comentários sobre esta questão, remetendo para mais tarde qualquer tomada de posição.

"Falarei eventualmente noutras funções, depois de tomar posse", afirmou o general, que confessou estar emocionado com a sua despedida de responsável pelo Exército.

"O Exército está num bom momento e adequado às necessidades do presente". Encontra-se "muito bem apetrechado no plano das mentalidades e na aquisição de doutrina", defendeu.

Na sua opinião, "as Forças Armadas são um instrumento de extraordinária coesão, disciplina e elevado moral".

Contudo, Valença Pinto rejeita que o papel dos militares esteja a ser confundido pelo Estado e pela sociedade com outros cargos civis.

"Os militares são de tal forma distintos, que de modo algum se podem associar a outros corpos de servidores do Estado", afirmou o general, que não quis ainda revelar quais os seus projectos.

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É interessante observar o grau de boçalidade...

É interessante observar o grau de boçalidade e o tom provocatório dos "boys" do aparelho de ...

Anónimo

01.12.2006 00:36

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