Finanças Regionais: Adiamento é só para movimentar aparelho do Governo contra a Madeira, acusa Jardim

29.01.2010 - 18:25 Por Lusa
O presidente do governo madeirense, Alberto João Jardim, acusou hoje o PS de provocar a "dilação no tempo" do processo de revisão da Lei das Finanças Regionais (LFR) "só para ter tempo de movimentar o aparelho contra a Madeira".
Jardim convocou hoje a comunicação social para reagir a críticas do ministro das Finanças numa entrevista à RTP, durante a qual acusou o Governo da Madeira de ser "despesista".
O governante insular começou por recusar fazer qualquer comentário sobre a revisão da LFR, "porque as coisas estão a ser conduzidas".
Mas acrescentou que "tem de haver uma Lei das Finanças Regionais. Não vamos trocar essa lei por uma inscrição no Orçamento de Estado de uma verba inferior à que a Madeira tem direito e todos os partidos reconheceram".
"Não vamos continuar a adiar as coisas, visto tem isto que ser esclarecido antes da lei do Orçamento de Estado", disse.
Jardim salientou que, no actual quadro, a posição da Madeira é "não dar qualquer imagem de intransigência, de boicote a qualquer entendimento".
Contudo, o responsável do executivo regional, considerou que "o que se está a ver é que dilação no tempo por parte do PS é só para ter tempo de movimentar o poderoso aparelho contra a Madeira".
Referiu nunca ter "ouvido o ministro das Finanças dizer directamente que se demitia, os jornais disseram que o primeiro-ministro dizia que o faria".
"Não temo eleições antecipadas, o país está farto disto, é importante que haja um outro primeiro-ministro e um outro Ministro das Finanças", declarou o líder regional.
Jardim mencionou ainda que o Governo da República ao ter entrado nas negociações para a revisão da Lei das Finanças Regionais apenas "meteu o bedelho" neste assunto quando "ninguém lhes pediu nada".
O presidente do Governo Regional, que se demitiu em 2007, provocando eleições antecipadas, utilizando como justificação a Lei das Finanças Regionais, garantiu que se o processo de revisão do diploma falhar agora em S.Bento, "não há razões, em função da conjuntura, para se demitir".
Jardim concluiu ainda que o "Governo Regional espera que a oposição na Assembleia da República, coerente com as posições anteriormente assumidas, vote em termos de os portugueses verem se o primeiro-ministro e o ministro das Finanças se demitem, conforme adiantado, a fim de Portugal respirar e ter esperança".

