Um discurso de ruptura. O PSD de Manuela Ferreira Leite promete romper com tudo o que o PS de José Sócrates fez nos últimos quatro anos. “Vamos rasgar e romper com todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social”, disse num discurso aos deputados, num jantar de final de legislatura.
As políticas medem-se pelos resultados e eles têm sido maus, argumentou.
A líder social-democrata revelou aos deputados quais serão duas “bandeiras fundamentais” do programa eleitoral: educação e justiça. Hoje, em Portugal, “não se premeia o mérito nem se condena o demérito”, justificou.
Outra palavra-chave do PSD será o elogio ao empreendedorismo, presente em muitos discursos económicos do presidente Cavaco Silva.
PSD e CDS concorrem coligados a 50 câmaras
Manuela Ferreira Leite apontou ainda o deputado e candidato social-democrata à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, como “exemplo democrático para todos os elementos do partido”.
“Foi presidente do partido, foi primeiro-ministro e foi deputado depois de ter exercido essas funções. E, depois do partido ter definido como critério que alguém candidato a uma autarquia não se devia candidatar a deputado por uma questão de seriedade perante o eleitorado, o Pedro Santana Lopes teve a humildade de optar por candidatar-se a uma autarquia.”
O coordenador autárquico do PSD, Castro Almeida, anunciou entretanto que os sociais-democratas concorrem em coligação com o CDS em mais de 50 municípios nas próximas eleições locais. Os acordos contemplam as maiores câmaras do país.
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