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Campanha do PSD de regresso à teoria da “asfixia democrática”

Ferreira Leite em sintonia com Cavaco no caso das escutas

19.09.2009 - 13:13 Por Filomena Fontes, Nuno Simas

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Paulo Rangel comparou Socrates a Chávez Paulo Rangel comparou Socrates a Chávez (Paulo Pimenta (arquivo))
Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva estão em sintonia total no caso das escutas à Presidência da República. Se o Presidente prometeu ontem que depois das eleições vai pedir informações sobre “questões de segurança”, a líder do PSD também quer discutir o tema, que considera um dos “mais dramáticos da sociedade portuguesa”.

“Não temos segurança praticamente em nada e até já se começa a duvidar da segurança da correspondência. Considero péssimo do ponto de vista da democracia e é muito pouco salutar para um país que se quer desenvolver”, afirmou Ferreira Leite ao ser questionada pelos jornalistas em Coimbra, no fim de uma arruada com “confetis” laranja lançados de várias varandas da Rua Ferreira Borges.

Agora, que está em campanha eleitoral, para “tentar escolher um primeiro-ministro em consciência”, a presidente social-democrata quer concentrar-se nas propostas a fazer aos portugueses. Depois das eleições de dia 27 de Setembro, “obviamente há problemas seriíssimos que têm que ser analisados e postos em causa”.

Hoje, juntou-se à campanha laranja nas ruas de Coimbra Paulo Rangel, o cabeça-de-lista vitorioso do PSD nas europeias de Junho, que subiu o tom das críticas contra José Sócrates. Tal como Ferreira Leite já começou a fazer, no jantar em Aveiro, na véspera, Rangel endureceu o discurso e disse que o “clima de medo e intimidação no país” é a “obra e legado do engenheiro Sócrates”. O eurodeputado social-democrata “ligou” os casos TVI e as suspeitas de escutas e lembrou “o ataque” que o chefe do Governo fez ontem ao director do PÚBLICO. “Fez um ataque ao director do PÚBLICO. Só na Venezuela, e com Chávez, é que acontece. Na Europa não acontece isto” afirmou.

A presença de Rangel abriu espaço para a líder social-democrata desvalorizar as últimas sondagens, rejeitando que os resultados que colocam o PSD três pontos abaixo do PS a desencorajem. “Muito mais me afastavam [da vitória] antes das europeias e sabe-se qual foi o resultado. O afastamento foi em sentido contrário”, disse. A vitória de Paulo Rangel ainda é celebrada na rua pela JSD que gritava as palavras de ordem de Junho ainda antes de a líder chegar à baixa de Coimbra, onde uma hora depois passou a comitiva socialista. José Sócrates passou na mesma rua e viu-se obrigado a caminhar sobre um “tapete” laranja de confetis deixados pela caravana de Ferreira Leite.

Na arruada, organizada a preceito, estiveram históricos do partido como o cavaquista Calvão da Silva, Fernanda Mota Pinto ao lado de autarcas como Carlos Encarnação (Coimbra) e o popular Jaime Soares (Vila Nova de Poiares). O médico Manuel Antunes, mandatário presidencial de Cavaco Silva, acompanhou a comitiva e encontrou a emocionada mulher de um seu paciente. “Que Deus lhe pague. Só é pena gostar deste partido”. O conhecido cirurgião cardíaco respondeu com um largo sorriso. “Cada um gosta do seu.”

Desta acção pelas ruas da cidade saiu também uma inovação: Manuela Ferreira Leite trauteou a letra da canção “Coimbra”, que lhe foi cantada por uma tuna académica. E na cidade dos estudantes, a líder do PSD não saiu sem receber um caderno reivindicativo que lhe foi entregue pelo presidente da Associação Académica de Coimbra.

Actualizada às 13h50

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Sócrates já provou a sua incompetência. Virem o disco. Já estamos fartos daquela música horrorosa ...

Anónimo

21.09.2009 09:29

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