Ferreira Leite diz que não faz política espectáculo por não ter vocação para actriz

17.05.2008 - 20:48 Por Lusa
A candidata à liderança do PSD Manuela Ferreira Leite confessou hoje que não tem vocação para actriz, garantindo que, se for eleita, não fará política espectáculo e optará por ser sempre "verdadeira e directa".
"Comigo, não contem para o espectáculo", avisou, em Viana do Castelo, Manuela Ferreira Leite, sublinhando que não é "actriz" nem nunca teve vocação para o ser. "Serei verdadeira e directa. Há quem diga que isso não dá votos, mas gostava de fazer a experiência se, falando a verdade, também não se ganham eleições. Eu acredito que sim", acrescentou.
Em resposta aos que lhe apontam eventuais erros no seu passado governativo, a candidata apenas disse que fez sempre "apenas o que considerava ser essencial" para o País. "Nunca abdiquei disso em nome de qualquer popularidade pessoal", frisou.
Manuela Ferreira Leite, que chegou a Viana do Castelo ladeada pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, disse ainda que, se for eleita líder do PSD, o Governo "vai ter que esclarecer alguns investimentos volumosos e vultuosos que se prepara para fazer". "Tenho muitas dúvidas sobre muitas das decisões", afirmou.
"Actualmente, o Governo está à rédea solta, faz o que entende, não tem medo de nenhum partido que lhe faça frente", acrescentou, sublinhando que "o PSD tem feito oposição, mas o problema é que ninguém nos ouve". A candidata garantiu, ainda, que saberá conviver com as críticas, que não atirará a toalha ao chão e que não exercerá quaisquer represálias sobre os críticos. "Não marginalizarei ninguém, mas também não vou deixar que me marginalizem", disse.
Sobre as eleições de 31 de Maio, Ferreira Leite alertou que elas "são decisivas" para o PSD e, por isso, aconselhou os militantes a votarem no candidato "que melhor pode aparecer aos olhos dos portugueses como potencial candidato a primeiro-ministro". "Esta é que é a escolha. Se não nos apresentarmos nas Legislativas com alguém que os portugueses sintam que pode enfrentar o engenheiro Sócrates, olhos nos olhos, de igual para igual, para ganhar eleições, iremos lá apenas para marcar posição. E isso de pouco serve quer para o PSD, quer para o País", referiu.

