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Reacção às previsões de recessão do Banco de Portugal

Ferreira Leite desafia José Sócrates para um debate sobre a crise

07.01.2009 - 19:02 Por Romana Borja-Santos

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A líder do PSD acusa Sócrates de ser “cego aos sinais, surdo aos avisos e insensato na acção” A líder do PSD acusa Sócrates de ser “cego aos sinais, surdo aos avisos e insensato na acção” (Fernando Veludo/NFACTOS (arquivo))
A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, mostrou-se hoje disponível para um debate público com o primeiro-ministro, José Sócrates, com o objectivo de discutir a crise económica e encontrar as melhores soluções para a superar. A declaração da líder social-democrata surge na sequência das previsões anunciadas ontem pelo Banco de Portugal, que antecipou uma recessão técnica na segunda metade de 2008 e de 0,8 por cento para este ano.

Ferreira Leite, em referência à entrevista desta semana do primeiro-ministro à SIC, acusa José Sócrates de se manter “cego aos sinais, surdo aos avisos e insensato na acção” apesar dos problemas crescentes na sociedade portuguesa e dos erros das propostas do Governo, pelo que é essencial discutir agora o estado da economia.

Em reacção às palavras do Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, a dirigente lamentou que o Governo não lhe dê ouvidos e insista nos “investimentos megalómanos” em vez de optar por medidas a curto prazo que aliviem desde já a crise.

“O primeiro-ministro conhece as propostas do PSD e as fundadas críticas”, assegura a presidente social-democrata, que lamenta que o chefe de Governo “ouse ignorar” as propostas do seu partido. Esta "arrogância", acrescentou, "é intolerável em democracia e atenta contra a cidadania e a confiança". E, segundo a social-democrata, sem confiança a retoma é impossível. Ferreira Leite, em discurso na sede do partido, acusa também o secretário-geral do PS de estar a barrar o “caminho da esperança” aos portugueses.

Redução de impostos

Questionada sobre o Orçamento suplementar apresentado ontem pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, a responsável disse preferir esperar por amanha “para ver o que vai acontecer nesta matéria”, alegando que assistiu a um primeiro-ministro que sempre negou um Orçamento rectificativo para 2009, que apresentou um plano anti-crise, e agora a um ministro das Finanças que apresenta documento rectificativo a que chama “suplementar”.

Sobre os impostos, Ferreira Leite foi clara e recordou a época em que foi ministra das Finanças do Governo de Durão Barroso: “Sempre defendi que quando as contas públicas estivessem em ordem” deveria haver uma redução de impostos e não um aumento da despesa.

Quanto à possibilidade de a legislatura de José Sócrates não ser levada até ao fim, Ferreira Leite deixou bem claro que essa situação seria muito grave para a estabilidade do país e que poderia desviar a atenção daquilo que são as principais preocupações dos portugueses.

Ainda assim, a líder do PSD lembrou que o PS “não é a única alternativa no país” e que o ideal é ter em consideração a sensibilidade dos diferentes partidos na hora de tomar decisões, pelo que está disponível para “debater publicamente” os problemas com o primeiro-ministro.

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Manuela vai dar banho ao cao.

A Manuela nunca fez nada quando governo agora nada faz se for eleita se Portugal esta em crise se ...

Anónimo

10.01.2009 12:26

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