Ferreira Leite avisa que Portugal “deve temer” uma aliança PS-BE

18.09.2009 - 13:35 Por Filomena Fontes, Nuno Simas
Manuela Ferreira Leite entrou na “batalha” do voto útil no PSD e acenou com o “fantasma” da uma unidade de esquerda entre o PS e o Bloco de Esquerda. Com uma grande ajuda do ex-ministro Couto dos Santos, hoje cabeça de lista em Aveiro, que apresentou o partido como “a única salvação para Portugal”.
A presidente dos social-democratas é mais comedida, mas também está preocupada com um eventual entendimento socialistas e bloquistas. Questionada pelos jornalistas se temia uma aliança entre José Sócrates e Francisco Louçã: “O país é que deve temer.” “Não me parece que os problemas que o país enfrenta fossem susceptíveis de ser resolvidos como uma aliança dessa natureza, com as políticas que são anunciadas pelo BE.”
O tema da união à esquerda tinha sido abordado por Couto dos Santos a meio de uma visita à LACTOGAL, em Oliveira de Azeméis, Aveiro. Um dia depois de João de Deus Pinheiro, caandidato por Braga, ter admitido um Bloco Central, que Ferreira Leite não quer, Couto dos Santos rejeitou-o. A sua grande preocupação é vitória nas urnas.
“Eu quero que o PSD ganhe.É a única salvação para Portugal. A única coisa que eu receio é que, se, por azar, o engenheiro Sócrates ganhar, se venha a fazer uma coligação entre o PS e o Bloco de Esquerda”. As consequências seriam graves, segundo argumentou Couto dos Santos, porque “seria regressar a um período revolucionário”.
No final da visita, Ferreira Leite falou aos jornalistas para dizer quase o mesmo e para relativizar os resultados das sondagens desfavoráveis para o PSD. Lembrou que há três meses também as sondagenss para as europeias a exactamente a mesma distância da ida às urnas davam também a vitória ao PS. “Não nada que mudar [na campanha] nem ficar desanimada”. E mesmo que as sondagens correspondessem eventualmente à realidade, Ferreira Leite garante que não desistiria de lutar por aquilo que considera ser o bem para o país. A líder vê sinais de confiança nas ruas. “Há muito tempo que não existe uma adesão ao partido como neste momento se verifica”, afirmou.
Das notícias sobre as alegadas escutas e a autoria das fugas de informação, hoje noticiada pelo DN, nem uma só palavra. Não leu.

