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Presidente do PSD insiste na descida de impostos

Ferreira Leite acusa Sócrates de ajudar classe média com falsas medidas

09.02.2009 - 19:05 Por Romana Borja-Santos

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Reduzir as deduções fiscais daqueles que beneficiam de maiores rendimentos não chega para ajudar a classe média. A garantia foi dada hoje pela presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, que insiste que apesar da descida dos impostos ser urgente e necessária implicará sempre uma perda de receitas, acusando o primeiro-ministro, José Sócrates, de ignorar esta questão e de estar a abordar o assunto de forma pouco realista.
Sobre as sondagens, a social-democrata garantiu que não toma decisões baseada na popularidade Sobre as sondagens, a social-democrata garantiu que não toma decisões baseada na popularidade (Daniel Rocha (arquivo))

Depois de receber a Federação Nacional da Indústria Têxtil e Vestuário, na sede do partido, a social-democrata reiterou que a promessa de Sócrates, feita ontem durante a apresetação da sua moção no Porto, é insuficiente e que apresenta um problema de raiz: “Em primeiro lugar não está definido o que é ser rico”. A líder do PSD explicou ainda que não é nas classes mais elevadas que está a principal fonte de receitas pelo para ajudar a classe média “é necessário perder receita fiscal”.

Por isso, sublinhou, que o que o primeiro-ministro está a fazer “é enganar as pessoas”. "Ou bem que o Governo assume, como o PSD assume, que é necessário perder receita fiscal reduzindo os impostos, ou verdadeiramente seria enganar as pessoas pensar que se vai reduzir impostos mas que não se perde receita. Não se perde receita pela simples razão de que também não há redução de impostos", ironizou.

Questionada sobre as últimas sondagens, onde o PSD continua a perder eleitores e onde a popularidade da líder voltou a descer assegurou: “O meu trabalho, o meu objectivo é o país, não são as sondagens”. E acrescentou que “ser mais ou menos popular não tem nenhuma influência na orientação política” que segue. “Não tomo decisões com base nas sondagens mas sim com base no interesse do país”, insistiu.

Segundo a sondagem feita na semana passada pela Eurosondagem para o “Expresso”, a SIC e a Rádio Renascença, se as eleições fossem hoje, o PSD conquistaria apenas 29,1 por cento do eleitorado, o que representa uma descida de 1 por cento. A presidente social-democrata desceu também, sendo que consegue resultados quase tão baixos como Pedro Santana Lopes quando estava à frente do partido, com menos 3,9 por cento de popularidade do que nas últimas sondagens.

“A história vai-me dar razão”

Ferreira Leite prometeu, ainda, que só falará “verdade aos portugueses” e afirmou que a história irá dar razão à linha seguida pelo PSD e às medidas propostas, que têm sido rejeitadas pela maioria socialista. Sobre as críticas feitas ontem por Marcelo Rebelo de Sousa à actual direcção do partido limitou-se a dizer: "Não sou comentadora e por isso não comento comentários".

Ontem na RTP, Marcelo Rebelo de Sousa criticou a linha de Ferreira Leite, considerando que "nos últimos dois meses e meio esteve mais tempo calada do que a falar" e assinalando o facto de, "numa altura em que há crise social e desemprego", não se deslocar a empresas e sindicatos. "Daqui por uns tempos, não sei se muitos, se poucos, atinge-se, se não há uma mudança nisto, o ponto de não retorno, que é o PSD deixar de concorrer para ganhar, passar a concorrer como o PP, o PC e o Bloco de Esquerda, para tirar a maioria ao PS e perder por poucos”, acrescentou. Para o comentador "o que está a puxar o PSD para baixo, mostram as sondagens, é a imagem da líder e não vale a pena negar a evidência e dizer que o mal é das sondagens".

José Sócrates, prometeu ontem, no Porto, “aliviar a carga fiscal das classes médias”, limitando as deduções fiscais daqueles que beneficiam de maiores rendimentos. "Essa é a nossa proposta de bandeira no que diz respeito ao combate às injustiças fiscais e na construção de uma maior equidade fiscal. No fundo, trata-se de limitar para que haja no nosso país mais igualdade", declarou o secretário-geral socialista na apresentação da sua moção "PS: A força da mudança", com que se candidata às eleições directas (que vão decorrer na próxima sexta-feira e sábado).

"Não há nenhuma razão para que aqueles que são mais ricos passem a deduzir o mesmo que a classe média portuguesa deduz. Têm despesas com a educação, despesas com a saúde, muito bem, mas as suas deduções não devem ser o mesmo que é para a classe média. É por isso que teremos de reduzir essas deduções com um objectivo: o dinheiro que aí se poupará de despesa fiscal servirá para aliviar aquilo que são as contribuições fiscais da classe média", assumiu o líder do PS.

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Escândalos

Senhor Bazófias do Choupal, julgo que deve custar muito, mas mesmo muito, ouvir a Drª Manuela ...

José Reboredo L. Dias

10.02.2009 23:48

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