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Presidenciais

Fernando Nobre não pediu voto a Mário Soares, mas ficaria “honrado com o seu apoio”

06.06.2010 - 13:41

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O candidato argumenta que o país está numa situação de impasse O candidato argumenta que o país está numa situação de impasse (PÚBLICO (arquivo))
Fernando Nobre garantiu hoje que não pediu o voto a Mário Soares e que se o antigo Presidente da República entender, “em consciência”, apoiar a sua candidatura às presidenciais de 2011 sentir-se-á “muito honrado”.

“O doutor Mário Soares dirá. Não lhe pedi o voto a ele nem a outros amigos de todos os quadrantes políticos portugueses que tenho. Nunca pedi um apoio ou um voto”, disse hoje o candidato presidencial Fernando Nobre, à margem da sua participação na 5.ª edição portuguesa da Marcha contra a Fome, em Lisboa.

Questionado sobre se contava com o apoio do antigo Presidente da República na sua corrida a Belém, Fernando Nobre afirmou que seria uma honra contar com Mário Soares na sua lista de apoiantes.

“Que eu saiba, o doutor Mário Soares não tem peste negra. [...] Se ele entender dar-me o seu apoio, e ele só poderá decidir em consciência, sentir-me-ei muito honrado, é tudo o que posso dizer”, declarou.

Fernando Nobre reafirmou que o objectivo da sua candidatura é a vitória, dizendo que “não entra numa corrida para fingir que é candidato”, e demarcou-se do adversário socialista Manuel Alegre e do Presidente da República, Cavaco Silva, atribuindo-lhes responsabilidades políticas pela actual situação do país.

“O Presidente Cavaco Silva tem de assumir as suas responsabilidades, porque ele foi agente activo da situação, e quanto ao poeta Manuel Alegre é evidente que também tem co-responsabilidades. Ele foi deputado trinta e tal anos e nós temos de constatar hoje que chegámos a uma espécie de impasse”, acusou o candidato presidencial.

Fernando Nobre manifestou-se preocupado com a escalada do agravamento das condições económicas e sociais do país, sobretudo com o desemprego e a falta de perspectivas de futuro para os jovens, mas disse acreditar ser “possível inverter essa marcha”.

“Não há nenhum fatalismo lusitano que nos force a seguir por esse caminho. Podemos romper com isso, recomeçar tudo o que fizemos mal, porque somos um povo ímpar”, defendeu.

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