• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • Google transforma Gmail para competir com Facebook e Twitter
  • João queria morrer sozinho, mas acabou por matar a filha
  • Envie-nos uma pergunta sobre um problema da sua rua, bairro ou cidade

Antigo bastonário dos Advogados

Face Oculta: Rogério Alves pede clareza sobre escutas que envolvem Sócrates

12.11.2009 - 14:49 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O antigo bastonário dos Advogados Rogério Alves considera que as autoridades judiciais deveriam clarificar se as escutas realizadas no âmbito do caso Face Oculta que envolvem o primeiro-ministro permitem abrir uma investigação autónoma.
O advogado diz que deve ficar claro "se existe alguma coisa naquelas escutas que permita abrir um processo autónomo" O advogado diz que deve ficar claro "se existe alguma coisa naquelas escutas que permita abrir um processo autónomo" (Paulo Pimenta (arquivo))

"Numa circunstância como esta, o que era preciso explicar às pessoas, para além de filigranas da lei, é se existe alguma coisa naquelas escutas que permita abrir um processo autónomo que envolva o senhor primeiro-ministro", disse Rogério Alves. Para o antigo bastonário da Ordem dos Advogados, as dificuldades de comunicação das autoridades "deixam as pessoas num suspense injustificado, quando a explicação seria bastante simples e clara".

"Mas em Portugal vivemos sob a omnipotência de uma coisa chamada Segredo de Justiça, que é um instituto desactualizado, ridículo, absurdo e prejudicial", disse Rogério Alves, acrescentando que está a ser criada "uma situação em que o primeiro-ministro anda num ambiente de semi-suspeição em sessões contínuas".

"Ainda mal acabou um [caso], já está a começar outro, depois haverá outro e, provavelmente, mais outro, quando o antídoto para estas situações é ser rápido e ser claro", acrescentou Rogério Alves, que falava aos jornalistas à margem do I Fórum Abrigo - crianças em risco, que futuro?, no Montijo.



Para o antigo bastonário da Ordem dos Advogados, o caso Face Oculta "tem todos os defeitos da investigação criminal em Portugal", porque os responsáveis judiciais não são claros, a linguagem é cifrada e o que parecia simples acaba por ficar complicado. "Há sempre uma lei que, afinal, tem de ser mudada, há sempre um sistema que, afinal, tem de ser alterado, porque ao surgir a primeira complicação, põe-se em causa todo o sistema", acrescentou.

Segundo informações surgidas nos últimos dias, e confirmadas pelo procurador-geral da república, o nome do primeiro-ministro, José Sócrates, apareceu nas escutas a Armando Vara no âmbito do processo Face Oculta, que investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.

O procurador-geral esclareceu anteontem que só prestará declarações sobre as escutas telefónicas envolvendo Vara e Sócrates "depois de analisar os elementos que solicitou à Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra", que diz ainda não ter recebido. O esclarecimento surgiu depois de o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Noronha do Nascimento, ter afirmado que cabe ao procurador-geral prestar eventuais informações sobre aquelas escutas. A edição online do "Expresso" avançou anteontem que o STJ "já decidiu decretar a nulidade da certidão envolvendo escutas telefónicas em que aparece o primeiro-ministro".

O processo Face Oculta conta com 15 arguidos, incluindo o presidente da REN - Redes Eléctricas Nacionais, José Penedos, e Armando Vara, que suspendeu as suas funções de vice-presidente do Millenium BCP.

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.