Revelação do chefe de Estado-Maior do Exército

Exército sugeriu ao ministro Severiano Teixeira inspecção externa ao Colégio Militar

04.11.2009 - 20:03 Por Lusa

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O CEME revelou que está a ser feita “uma revisão muito fina do regulamento interno do Colégio” O CEME revelou que está a ser feita “uma revisão muito fina do regulamento interno do Colégio”  (Miguel Madeira (arquivo))
O chefe de Estado-Maior do Exército (CEME) revelou hoje que a inspecção ao Colégio Militar resultou de uma proposta sua, adiantando que sugeriu pessoalmente ao então ministro, Severiano Teixeira, que esta fosse efectuada por entidades exteriores ao ramo.

Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia de abertura do ano lectivo na Academia Militar, o general Pinto Ramalho, disse que a inspecção conjunta - levada a cabo pelos ministérios da Defesa e da Educação - “resultou de um contacto directo entre o CEME e o ministro da Defesa Nacional , na altura o doutor Severiano Teixeira”.

“Foi o Exército que sugeriu, perante determinados rumores e situações, que a inspecção ao Colégio não fosse conduzida pela Inspecção-Geral do Exército mas por uma entidade ou entidades exteriores, para que, de uma vez por todas, se clarificasse aquilo que se considera que está menos bem e que não pudesse haver a mínima dúvida que o Exército estaria a encobrir fosse o que fosse”, sublinhou.

Em relação às investigações judiciais, o general Luís Pinto Ramalho acentuou que “a colaboração com a Justiça será sempre total, como tem vindo sempre a acontecer”. O CEME referiu que o ramo já tem em sua posse o relatório do inquérito e que algumas das suas recomendações “já estavam em prática”, como a instalação de videovigilância ou o aumento do número de vigilantes no Colégio Militar, “exactamente na mesma percentagem que existe nas escolas de todo o país”.

O general adiantou que também está a ser feita “uma revisão muito fina do regulamento interno do Colégio” para que não haja dúvidas daquilo que é a capacidade disciplinar [do Exército] sobre aquilo que consideramos que está errado”.

“O Exército, o seu comando e a direcção dos seus colégios não pactuam nem permitem que situações que possam atentar contra os direitos e a dignidade dos alunos e que entrem no domínio da violência”, afirmou, esclarecendo que os graduados - posição de alguns dos visados pela investigação - “têm uma função de tutoria, de aconselhamento dos mais novos e não qualquer autoridade delegada do ponto de vista disciplinar”. “Esse tipo de procedimentos será objecto de punição”, vincou.

O CEME referiu que muitas das faltas “que foram agora objecto de processo criminal” já tinham sido “objecto de procedimento disciplinar por parte do Colégio, tendo em conta os mecanismo que estão à sua disposição”. “Pode-se pensar que é muito, pode-se pensar que é pouco, mas a direcção do Colégio não deixou de actuar quando verificou que havia espaço para punição disciplinar”, concluiu.


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ta bem abelha

Não se admite que este tipo de colegios existam actualmente, para que quer o exercito uma ...

Manuel Pereira

05.11.2009 15:06

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