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Eventual renúncia é “desapego” a poder, diz Nobre

17.04.2011 - 22:20 Por Maria José Oliveira

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Caso não vença as eleições, Fernando Nobre avaliará qual "o lugar mais adequado para servir Portugal" Caso não vença as eleições, Fernando Nobre avaliará qual "o lugar mais adequado para servir Portugal" (Nuno Ferreira Santos)
Fernando Nobre recuou na decisão de renunciar ao cargo de deputado caso não seja eleito Presidente da Assembleia da República, declarada em entrevista ao semanário Expresso, dizendo que “na altura certa” falará com o líder do PSD e avaliará “qual o melhor lugar para servir Portugal”.

“É o jogo democrático”, respondeu, quando confrontado com a possibilidade de o Parlamento vetar a proposta do PSD para a presidência do Parlamento.

Em entrevista à RTP1, ontem à noite, Nobre, cabeça de lista do PSD por Lisboa, admitiu ter afirmado que recusaria ficar no Parlamento apenas como deputado, argumentando que essa renúncia “demonstra desapego completo a qualquer cargo de poder”. “Nunca quis ser deputado e Presidente da Assembleia da República. Eu só quis ser uma coisa: Presidente da República”, afirmou, sublinhando que, nas conversas com Pedro Passos Coelho, não impôs quaisquer condições.

“Não exigi, não negociei, não pedi nada”, disse, explicando que Passos Coelho fez-lhe a proposta de “ser cabeça de lista por Lisboa e o nome indicado para Presidente da Assembleia da República”. “Após uma semana de reflexão profunda e difícil, decidi aceitar”, acrescentou.

Ao longo da entrevista, conduzida por Fátima Campos Ferreira, o presidente da AMI desvalorizou a falta de currículo parlamentar e as críticas que, nos últimos dias, lhe foram dirigidas por muitos dos apoiantes da sua candidatura a Belém.

“Sou um condutor de equipas e de conflitos. Se fui capaz de estudar tratados de medicina sou capaz de entender o regimento da Assembleia”, afirmou, repetindo que a sua “missão” é “estar ao serviço de Portugal” e “aproximar os cidadãos” do Parlamento.

Sobre a chuva de críticas que caíram sobretudo nas suas páginas na rede social Facebook, que acabaram por ser fechadas na passada semana, Nobre disse estar a ser alvo de um “ataque sectário e partidário”. “Sei que foi montado um ataque sectário e partidário, um ataque sistemático e organizado e eu sei bem por quem”, respondeu, sem adiantar mais explicações. Sublinhando aceitar a “discordância de alguns”, notou que a sua candidatura pelo PSD é apoiada “por dois terços das pessoas” que estiveram ao seu lado na corrida à Presidência da República.

Afirmou ainda “lamentar” o facto de Mário Soares ter dito que ficou “estarrecido” com esta decisão (“não vejo razão para isso”). E assumiu que desconhece o programa eleitoral do PSD porque “ele só estará pronto em meados de Maio”.

Notícia substituída às 23h13

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Fui dos enganados

"...dizendo que “na altura certa” falará com o líder do PSD e avaliará “qual o melhor lugar para ...

Homero Carvalho

18.04.2011 00:18

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