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Líder cessante garante que novos filiados não escolhem comissão política

Eleições para PSD-Porto ensombradas pela suspeita de falsificação de assinaturas

11.01.2012 - 10:41 Por Margarida Gomes

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As eleições para a concelhia estão marcadas para 27 de Janeiro As eleições para a concelhia estão marcadas para 27 de Janeiro (Foto: Nelson Garrido)
Amândio de Azevedo denunciou o caso num plenário de militantes e promete voltar à carga. O deputado municipal diz que "é muito grave" que um candidato vá a votos nestas condições.

Há uma denúncia de falsificação de assinaturas que tem a ver com a entrada de novos militantes a ensombrar as eleições para a concelhia do Porto do PSD, marcadas para 27 de Janeiro. A questão foi denunciada pelo deputado municipal Amândio de Azevedo, que é muito próximo de Rui Rio, no último plenário de militantes do PSD dos que têm vindo a decorrer no âmbito do processo eleitoral.

Na corrida para o PSD-Porto está, para já, apenas o secretário-geral da distrital e da concelhia, Ricardo Almeida. Chegou a haver movimentações por parte de militantes conotados com o presidente da Câmara do Porto, no sentido de lançar uma candidatura alternativa, mas essas diligências acabaram por não surtir efeito.

Contactado ontem pelo PÚBLICO, Amândio de Azevedo confirmou que suscitou a questão da falsificação de assinaturas, tendo pedido explicações ao ainda presidente da concelhia, Paulo Rios, por entender que o PSD não pode estar associado a uma situação fraudulenta. "Recebi um e-mail que aponta para factos graves que necessitam de ser esclarecidos, quer pela concelhia, quer pela distrital do PSD, e que têm a ver com o ingresso de novos militantes", afirmou Amândio de Azevedo, sublinhando que o que é relatado nessa mensagem "são factos, não são juízos de valor". "Por isso, é preciso que haja uma averiguação sobre o que aconteceu", diz.

Afirmando que as explicações do líder concelhio não o esclareceram o suficiente, Amândio de Azevedo, que foi ministro do Trabalho e da Solidariedade do Bloco Central, considera que, se não houver uma explicação cabal sobre o que se passou, "a imagem do partido pode ficar afectada". "A ser assim é uma catástrofe", enfatiza. "É importante que fique salvaguardada a honra do partido relativamente a esta questão e considero muito grave que um candidato se apresente a eleições nestas condições", disse o deputado municipal. Amândio de Azevedo garantiu ainda ao PÚBLICO que vai suscitar de novo a questão no próximo (e último) plenário de militantes, marcado para sexta-feira à noite.

Em causa está a entrada de cerca de 300 militantes cujas fichas de candidatura foram enviadas directamente para a sede do PSD, sem que o presidente da concelhia do Porto tivesse tido algum envolvimento neste processo. Há situações em que as fichas de inscrição de novos militantes são enviadas directamente para Lisboa, mas depois são enviadas para a concelhia, que tem um prazo de 30 dias para se pronunciar sobre os novos membros do partido. Sucede que, neste caso, isso não aconteceu e houve alguém da concelhia do Porto que assinou e remeteu as fichas para a sede, sem estas terem sido aprovadas pelo órgão concelhio. Só que as assinaturas nas fichas não coincidem com a do líder concelhio, Paulo Rios. Ou seja, ao que tudo indica, foram falsificadas.

Paulo Rios, que soube destas inscrições por acaso, pediu a intervenção do conselho de jurisdição distrital do PSD, presidido pelo deputado Adriano Rafael. Este órgão deliberou que as inscrições em causa fossem suspensas, para serem apreciadas em sede própria.

O líder concelhio cessante considera o ocorrido um "problema grave e sério", mas assegura que os cerca de 300 novos militantes não vão votar nas eleições do dia 27. Só votarão aqueles que tenham feito a sua inscrição há pelo menos seis meses. "O processo eleitoral será transparente e limpo, isso posso garantir", acrescentou em declarações ao PÚBLICO.

Único candidato na disputa pela concelhia

Na recta final para as eleições concelhias do PSD-Porto aperta-se o cerco a Ricardo Almeida, o único candidato na corrida. Os seus adversários aproveitam as redes sociais para lhe apontar fragilidades. Nos últimos dias, houve quem pusesse em causa a validade da sua formação académica na área das engenharias e a falta de percurso profissional, além da política. E apontam-he também as ligações à maçonaria.

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comentários infelizes

É pena que com tantos militantes no PSD Porto tenha de vir o Dr. Amândio denunciar estas ...

Anónimo

13.01.2012 15:37

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