A campanha presidencial de Cavaco Silva ainda não entrou no Minho, mas os bombos já. E a Igreja também. Em Valpaços, Vila Real, foi recebido com entusiasmo por umas quantas dezenas de pessoas a meio da manhã. Com um homem a tocar um bombo a abrir a caravana e o candidato a pedir ao povo que oiça os apelos do padre para “exercer o direito” de votar.
Cavaco Silva lá foi avançando pela rua – fez um percurso de pouco mais de cem metros até à câmara. Na porta, o Presidente e recandidato falou através de uma improvisada aparelhagem sonora.
Lembrou campanhas anteriores e vitoriosas em Valpaços. Como entra mesmo a Igreja na campanha? Explique-se: “Espero que ele vos incentive a exercer o direito cívico” de votar. Cavaco contou também com incentivo do presidente da câmara, João Mateus.
No almoço-comício, em Chaves, antes de mais uma arruada, insistiu numa vitória à primeira volta a 23 de Janeiro, lembrando a sua passagem na campanha há cinco anos. Foi aqui, depois da uma recepção popular, que primeiro teve “a convicção de que iria ganhar à primeira volta”. Uma vitória que o ex-ministro das Finanças e primeiro-ministro valoriza dado que em 2006 concorria contra “pesos pesados”. Não disse os nomes, mas eram Mário Soares, Manuel Alegre, Jerónimo de Soiusa e Francisco Louçã.


