Distrital de Setúbal diz que direcção de Ferreira Leite "não tem condições para continuar a liderar o partido"

15.10.2009 - 16:04 Por Lusa
O presidente da distrital de Setúbal do PSD, Bruno Vitorino, afirmou hoje que Manuela Ferreira Leite e a sua equipa “não têm condições” para continuar a liderar o partido, defendendo que é preciso “mudar o rumo”.
“Manuela Ferreira Leite e a sua equipa cometeram demasiados erros e os erros pagam-se caro em política. Não há qualquer possibilidade de Manuela Ferreira Leite continuar à frente dos destinos do PSD, nem a sua equipa”, disse em declarações à Lusa.
“Não têm condições para continuar a gerir os destinos do PSD e até eles já perceberam isso”, acrescentou.
O líder da distrital defendeu que é preciso “rejuvenescer” o partido de modo a que o PSD se possa “reencontrar com a população”.
“A mudança no PSD tem que ser rápida, não é preciso é que seja imediata. Tem que se mudar o rumo, as ideias, os rostos e as propostas mas não é uma mudança de rosto que vai resolver, tem que haver mudanças profundas”, disse.
Sobre o anúncio de candidatura de Pedro Passos Coelho à liderança do PSD, Bruno Vitorino explicou que o partido tem que discutir mais do que a sua liderança.
“No PSD tem-se discutido muito os líderes, mas tem que se discutir mais que isso, como as suas equipas, ideias e formas de fazer política. Tenho toda a consideração por Pedro Passos Coelho, bem como por outros jovens dirigentes que podem levar à mudança, mas já não passo cheques em branco a ninguém”, salientou.
Em relação aos resultados do partido no distrito de Setúbal, Bruno Vitorino considerou que foram “maus” mas referiu que a Comissão Nacional tem muita responsabilidade nos resultados obtidos.
“Não tenho dúvidas em responsabilizar a Comissão Nacional pelos maus resultados. Não foi só, mas reflectiu-se em Setúbal a má estratégia Nacional, em especial para este distrito”, afirmou.
O líder explicou também que a distrital também teve responsabilidade nos resultados, pois deixou que as Comissões Politicas de concelhia escolhessem os candidatos e orientassem a campanha “quando em certos sítios a distrital não o devia ter feito”.
“Acabamos em Novembro o mandato e até lá vamos tentar dar o máximo de estabilidade ao partido. Depois, analisaremos se esta equipa tem condições para continuar”, concluiu.

