Distritais do PSD admitem referendo aos militantes para forçar directas

29.01.2010 - 07:55 Por Margarida Gomes, Filomena Fontes
Os dirigentes distritais do PSD admitem avançar, na reunião do conselho nacional marcada para 12 de Fevereiro, com a proposta de um referendo aos militantes. O objectivo é dar voz às bases para que a realização das eleições directas seja marcada antes do congresso extraordinário, requerido por Pedro Santana Lopes.
Esta possibilidade estava em cima da mesa na reunião que juntou ontem, em Lisboa, a maioria dos dirigentes das 18 estruturas do partido e que decorria ainda à hora do fecho desta edição. Antes, porém, as distritais pretenderão queimar etapas. Para já, foi pedido um parecer ao Conselho de Jurisdição para ficar esclarecido se a marcação de um congresso extraordinário, pedido por mais de 2500 militantes, pode anular a decisão do último conselho nacional, estabelecendo que as "directas" seriam convocadas logo a seguir à discussão do Orçamento do Estado.
Trata-se de uma questão nova no PSD, já que nos seus 30 anos de existência nunca se realizou uma reunião magna do partido requerida pelos militantes. E as opiniões dividem-se: há quem entenda, como Santana Lopes, que a petição tem força imperativa e, portanto, o congresso extrordinário deve ser mesmo convocado antes de se realizarem as directas; mas há também quem, como é o caso de vários dirigentes distritais, que discordam e defendem que tem de ser acatada a deliberação aprovada em Conselho Nacional, o órgão máximo entre congressos.
Na reunião de ontem, terá sido também equacionado o pedido de uma audiência a Rui Machete, que preside à mesa do congresso, a quem os dirigentes distritais pretendem entregar as mais de quatro mil assinaturas já recolhidas no Manifesto de Conciliação. Neste abaixo-assinado, é reiterado um apelo à urgência da clarificação da liderança com "directas, já!".

