Socialista não compareceu na Comissão Política Nacional do PS

Dirigentes do PS querem continuação de Manuel Alegre no partido

31.01.2006 - 22:57 Por Lusa

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Manuel Alegre (na foto) ficou à frente de Mário Soares nas presidenciais, sem recebe o apoio do PS Manuel Alegre (na foto) ficou à frente de Mário Soares nas presidenciais, sem recebe o apoio do PS (Manuel de Almeida/Lusa (arquivo))
O presidente do PS, Almeida Santos, e outros dirigentes socialistas manifestaram-se hoje a favor da continuação de Manuel Alegre no partido e de uma lógica de inclusão em relação aos militantes que apoiaram a sua candidatura presidencial.

As posições foram transmitidas aos jornalistas momentos antes do início da reunião da Comissão Política Nacional do PS, destinada a analisar a situação do partido após as eleições presidenciais, nas quais o candidato oficial dos socialistas, Mário Soares, ficou atrás de Manuel Alegre, em terceiro lugar, com pouco mais de 14 por cento.

Apesar de pertencer à Comissão Política Nacional do PS, Manuel Alegre não esteve presente (assim como Helena Roseta), tendo antes optado por jantar com o núcleo operacional da sua candidatura a Presidente da República, que conseguiu um segundo lugar, com cerca de 21 por cento dos votos.

À entrada para a reunião da Comissão Política Nacional, o secretário-geral do PS, José Sócrates, não prestou declarações, mas o presidente do partido, Almeida Santos, foi claro em manifestar-se a favor da continuidade de Manuel Alegre no partido. "Claro que sim", respondeu Almeida Santos, depois de interrogado sobre se aceitava que o vice-presidente da Assembleia da República prosseguisse a sua actividade no PS.

Deputado do PS e elemento do "núcleo duro" da candidatura de Soares a Presidente da República, Vítor Ramalho desdramatizou a ausência de Alegre na reunião, comentando com ironia: "Num partido livre, as pessoas jantam livremente com quem entendem". "Esta reunião deve fazer uma reflexão serena e tranquila [sobre o que se passou nas presidenciais], numa lógica de inclusão e não se exclusão", declarou.

O deputado do PS Osvaldo Castro, director de campanha da candidatura de Alegre ao cargo de secretário-geral socialista, em 2004, disse que tanto o vice-presidente da Assembleia da República como Helena Roseta "deveriam ter participado na reunião da Comissão Política" do partido.

Também próximos de Manuel Alegre, o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, e a ex-ministra Maria de Belém recusaram-se a falar aos jornalistas antes do final da reunião.

A eurodeputada e membro do Secretariado Nacional do PS, Edite Estrela, foi peremptória em considerar que Manuel Alegre, apesar de ter avançado com uma candidatura independente a Belém, "tem o espaço que sempre teve no partido". "Aparecer ou não na reunião, continuar ou não no partido, são decisões que só ao próprio competem", referiu.

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O Regresso do Filho Pródigo

Se não fosse o filho pródigo, a derrota teria sido muito pior.

Anónimo

01.02.2006 07:42