Dirigente do PSD-Madeira pede “demissão imediata” de Passos Coelho se viabilizar o Orçamento

15.10.2010 - 12:36 Por Tolentino de Nóbrega
O dirigente do PSD-Madeira, Luis Filipe Malheiro, defende que Pedro Passos Coelho deve pedir a “imediata” demissão “no mesmo dia em que o orçamento de Estado for viabilizado”, se esse for o desfecho com a colaboração da bancada social-democrata.
Segundo o ex-secretário-geral do PSD-M e chefe de gabinete do presidente da Assembleia da Madeira, a demissão de Passos Coelho permite que “o partido faça novas escolhas e não sofra pressões inconcebíveis, acusado de ou seja cúmplice, aos olhos dos eleitores, de um conjunto de medidas de austeridade verdadeiramente intoleráveis”.
Malheiro, considerado muito próximo de Jardim que também defende o “chumbo” do OE apesar de não ter apoiado a candidatura de Passos Coelho à liderança, comenta ainda que, a confirmar-se o “sim” do PSD ao OE, “podemos estar perante um enorme embuste promovido por Passos Coelho, a sua entourage (onde alguns têm a mania que são os únicos ´espertalhões´ da política nacional) e o PSD nacional para que o líder ganhasse protagonismo mediático diário nas televisões, chamando a sim uma espécie de papel de "salvador da pátria", quando na realidade, pelos vistos, nunca pretendeu negociar nada”. E questiona: “Como é que o PSD pode votar contra este orçamento que penaliza a classe média e os pensionistas?”
O dirigente do PSD madeirense, no seu blogue, põe a hipótese de o líder nacional do PSD, “a votar este orçamento nestes termos, pode ter trocado a abstenção pela continuidade no lugar, o que a ser verdade seria escandaloso”. Por fim, Malheiro espera “sinceramente que Passos Coelho não envergonhe, mas não se envergonhe a si mesmo e não dê razão ao que os socialistas passaram o dia de hoje a dizer dele”.

