Director-nacional da PJ garante que "não há" escutas telefónicas ilegais

23.10.2007 - 15:48 Por Lusa
O director-nacional da Polícia Judiciária (PJ), Alípio Ribeiro, afirmou hoje que não se sentiu visado com as declarações do procurador-geral da República, Pinto Monteiro, sobre as escutas telefónicas, garantindo que nenhuma é ilegal.
O director-nacional da PJ disse também que as escutas telefónicas em Portugal "são judiciais e não administrativas, como acontece noutros países", pelo que dependem sempre da vontade das magistraturas.
"A PJ é intermediária" do processo, acrescentou Alípio Ribeiro, desmistificando a ideia que a polícia "carrega num botãozinho para fazer escutas telefónicas".
Referindo-se a alegadas escutas telefónicas ilegais, o director-nacional da Polícia Judiciária foi peremptório: "Não há".
Alípio Ribeiro falava aos jornalistas, no Porto, à margem das comemorações do 62º aniversário da PJ, a propósito da entrevista que o procurador-geral da República concedeu no último sábado à revista Tabu do semanário "Sol".
Na entrevista ao semanário, quando inquirido sobre "o que pensa da possibilidade de os serviços de informações fazerem escutas", o procurador-geral da República respondeu que iria dizer "com toda a clareza" algo "que talvez não devesse dizer".
"Acho que as escutas em Portugal são feitas exageradamente. Eu próprio tenho muitas dúvidas que não tenha telefones sob escuta. Como é que vou lidar com isso? Não sei. Como vou controlar isto? Não sei. Penso que tenho um telemóvel sob escuta. Às vezes faz uns barulhos esquisitos", afirmou Pinto Monteiro.

