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Aveiro

Dezenas de crianças vestem farda da Mocidade Portuguesa alheias às críticas

09.06.2010 - 18:59 Por Lusa

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Mais de 1200 crianças de escolas e jardins-de-infância de Aveiro reviveram hoje os últimos cem anos da história de Portugal, desde a monarquia até à actualidade, numa iniciativa integrada nas comemorações do centenário da República.

O evento promovido pelo Agrupamento de Escolas de Aveiro, com o apoio da autarquia, contou com a participação de cerca de 50 crianças vestidas com trajes a imitar a farda da Mocidade Portuguesa, o que originou um rol de críticas por parte do deputado do Bloco de Esquerda Pedro Soares.

Nos últimos dias, o deputado bloquista eleito por Aveiro criticou a iniciativa, alegando que se tratava de um “acto laudatório e acrítico de uma página negra da história de Portugal", mas a polémica acabou por passar praticamente despercebida entre os populares que assistiram à iniciativa.

Manuel Santos, de 76 anos, avô de uma das crianças que estava vestida com a farda da Mocidade, era uma das poucas pessoas que mostrou desagrado pela situação.

“Eu sou desse tempo em que éramos obrigados a vestir a farda da Mocidade e acho que não se deve mostrar o que foi mau”, disse à Lusa.

Opinião diferente tinha Paula Sofia, 44 anos, que defendeu a existência de uma Mocidade Portuguesa “adaptada aos dias de hoje”, considerando que este movimento "não foi algo de tão negativo como as pessoas querem deixar transparecer”.

“Se houvesse uma organização deste género em que as crianças pudessem aprender a respeitar os outros e normas de comportamento, talvez não tivéssemos nem metade dos problemas que temos hoje nas escolas”, sustentou.

Também o presidente da Junta da Freguesia da Glória, Fernando Tavares Marques, considerou que a polémica levantada pelo Bloco de Esquerda “não tem qualquer sentido” e criticou todos aqueles que quiseram “tirar aproveitamento político desta feliz iniciativa das escolas”.

No final do evento, Joaquina Moura, responsável pelo projecto escolar, estava plenamente satisfeita com o trabalho realizado.

“Foi conseguido aquilo que pretendíamos, que era fazer um percurso histórico dos últimos cem anos e mostrar isso às crianças. Acho que elas interiorizaram e estão a viver isto com uma alegria imensa”, disse à Lusa a docente.

A recriação histórica que percorreu várias ruas e praças da cidade aveirense, compreendeu encenações sobre a monarquia, regicídio, a primeira República, o Estado Novo, os Congressos da Oposição Democrática e o 25 de Abril e envolveu mais de 1200 crianças de quatro jardins-de-infância e cinco escolas do 1.º Ciclo do município.

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Cavaco e governo fazem de crianças os seus inimigo

1.- O governo não tem vergonha de atacar os direitos dos mais vulneráveis: as ...

joaquim d'odemira

10.06.2010 11:23

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