A reunião da bancada do PSD foi breve e José Pedro Aguiar Branco cumpriu a promessa de dizer aos deputados o que já se sabia: que ia ser candidato nas directas de 26 de Março. Até lá, ficará à frente do grupo parlamentar, após ter recebido uma “manifestação de confiança” dos deputados. Depois, logo se vê. Não ficará na liderança da bancada se perder as directas, ponderará o que fazer se ganhar, de acordo com relatos feitos ao PÚBLICO por deputados social-democratas.
Ontem à noite, Pacheco Pereira, na Quadradura do Círculo, na SIC-Notícias, deu voz ao que outros dirigentes e deputados do PSD diziam ontem à tarde pelos corredores da Assembleia da República: que José Pedro Aguiar Branco deveria desistir da corrida à liderança dos social-democratas. Hoje, ao PÚBLICO o candidato deu uma resposta lacónica: “Nem pensar.”
No final da reunião da bancada, José Pedro Aguiar Branco afirmou-se candidato “para unir”. Candidato a líder do PSD e a primeiro-ministro. Uns [Pedro Passos Coelho], querem “mudar”, outros [Paulo Rangel] querem “ruptura”, afirmou aos jornalistas. Ele quer “unir”.
Aguiar Branco fez uma crítica a Rangel, que anunciou a sua candidatura, sem aviso prévio, no primeiro dia da discussão do Orçamento do Estado de 2010. O líder parlamentar não apresentou a candidatura antes para não “fragilizar” a discussão de um documento importante para o país.
“Se estivesse apenas em causa a minha agenda política pessoal, com certeza que o teria feito antes, mas entendi que não podia fragilizar uma discussão tão importante como era a do Orçamento do Estado, e não poderia nunca pôr os meus interesses pessoais à frente dos interesses do partido e dos interesses nacionais”, afirmou.


