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Deputados saúdam entendimento entre Lisboa e Madeira

25.01.2012 - 20:44 Por Lusa

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Os deputados do PSD, CDS-PP e PS na Assembleia da República eleitos pelo Círculo da Madeira saudaram nesta quarta-feira o entendimento entre os governos central e regional, mas aguardam com expectativa o conteúdo do programa de ajustamento financeiro.

“Isto dá-me particular satisfação, pois revela que quer o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, quer o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, tiveram sentido de Estado e de solidariedade para a resolução de um problema que é nacional”, disse à agência Lusa o social-democrata Guilherme Silva.

Segundo o deputado, este consenso revela também “credibilidade de Portugal junto das instituições internacionais, pois mostra estar à altura para enfrentar a crise e vontade de ultrapassar os problemas”.

“Estamos todos de parabéns”, salientou o parlamentar, que integra a Comissão Política Regional do PSD-Madeira, reconhecendo contudo que o arquipélago “vai ter um programa difícil”, mas parece ter conseguido concretizar duas ideias: “igualdade nos sacrifícios e benefícios e solidariedade recíproca”.

À Lusa, Guilherme Silva adiantou que “o empréstimo será necessariamente inferior ao valor que foi indicado como necessidade da região para os próximos quatro anos, que era de 3,5 mil milhões de euros”.

Já o deputado do CDS-PP, José Manuel Rodrigues, reconheceu que era necessário um entendimento entre Lisboa e a Madeira, recusando dizer se este acordo é uma boa notícia.

“Só depois de conhecer o acordo posso dizer que é uma boa ou má notícia, não sei o que o acordo contém e admito que face à carta de intenções, se várias medidas não tiverem sido alteradas, é um mau plano de assistência financeira e más notícias para as famílias e empresas da região”, declarou.

O deputado democrata-cristão que é líder dos centristas na Madeira disse esperar para ver se o acordo alcançado hoje “possibilita a recuperação económica”.

“O plano era indiscutivelmente necessário, mas não podemos ter um plano a qualquer preço e eu não sei qual é o preço deste”, acrescentou José Manuel Rodrigues.

Por seu lado, o deputado socialista Jacinto Serrão criticou o “secretismo” em torno desta questão, situação que considera “indigna para o regime democrático do país”.

“É caso para perguntar o que Pedro Passos Coelho e Alberto João Jardim têm a esconder aos portugueses e madeirenses que vão sentir na pele estas medidas”, referiu, admitindo que “os entendimentos são positivos”, embora neste caso sem ter sido auscultada a oposição.

Jacinto Serrão observou ainda que a carta de intenções, que Jardim subscreveu em Dezembro, “é a ruína total da economia madeirense”, reiterando que o líder do Governo Regional “não é, de facto, a pessoa mais indicada para encontrar os remédios para a doença ele criou”.

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