Deputado do PS critica “promiscuidade bombástica” na RTP-Madeira

17.04.2010 - 20:22 Por Tolentino de Nóbrega

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O líder parlamentar do PS-Madeira, André Escórcio, criticou a constituição de uma comissão de aconselhamento do centro da RTP-Madeira, anunciada ontem pelo presidente da administração, Guilherme Costa.

“Constitui a mais descarada forma de controlo do serviço público de rádio e televisão”, diz o deputado regional, que sublinha “nunca ter, até hoje, assistido a tamanha ausência de decoro e de falta de transparência”.

“Já não há qualquer vergonha, um pingo de sensatez, isto é, tudo é feito de forma ofensiva e descarada”, lamenta Escórcio.

“Já não basta possuir o controlo do Jornal da Madeira que custa quatro milhões anuais dos nossos impostos, já não basta o controlo sobre as rádios locais, já não basta o garrote às empresas de comunicação social independentes, agora, há uma manobra em construção para o controlo total do serviço público de rádio e de televisão”.
Segundo André Escórcio, a escolha de cinco personalidades para tal comissão, resultado de “um trabalho “notável” de bastidores para fazer sentir aos olhos da população que tudo está a ser feito com irrepreensível distanciamento político”, tem como objectivo as eleições regionais de 2011.

“Associado à desgraça de 20 de Fevereiro, os milhões vão dar lugar a muitas inaugurações e, com os órgãos de comunicação social domesticados, tudo se tornará mais fácil”, comenta.

Também o deputado socialista Carlos Pereira critica no seu blogue “a teia de interesses na RTP Madeira, numa promiscuidade bombástica entre política e interesses económicos”. Colocar Luís Miguel de Sousa à frente de tal comissão “é a escandaleira que faltava”, diz o deputado lembrando que empresário “gere negócios na Madeira em regime de monopólio, sem risco e com a protecção do governo e do PSD”.

“Não é normal o que se passa na televisão e rádio da Madeira, apenas justificável num regime de medo e de sentido persecutório revelando a fragilidade da nossa democracia”, acrescenta Pereira, temendo pela reposição da pluralidade e da democracia na região. O deputado do PS constata ainda que “a autocensura começa a ser o maior flagelo da nossa sociedade”.

Nos dias imediatos ao temporal, o conselho de administração da RTP procedeu à reestruturação do centro regional, criando um novo modelo organizacional (diferente do vigente nos Açores, onde o centro continua a ser dirigido pelo jornalista Pedro Bicudo), o que implicou a destituição da anterior equipa directiva, com o afastamento dos responsáveis pela informação.

O jornalista Leonel Freitas, demissionário desde Outubro do ano passado, foi substituído na direcção da RTP-Madeira por Martim Santos, licenciado em gestão e sem experiencia ou formação em comunicação social. Para o novo cargo de director de canais foi designado o jornalista Gil Rosa.

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Inveja !

O Man gostava que na Madeira também o Pinoquial Partido chafurdasse com a RTP .

Veritas

18.04.2010 09:40

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