Deputada Luísa Mesquita questiona legitimidade do processo

29.04.2009 - 07:48 Por Graça Barbosa Ribeiro
A deputada independente Luísa Mesquita foi uma das primeiras a corresponder ao apelo da Associação de Pais de Fafe. No dia 22 de Abril apresentou um requerimento em que solicita esclarecimentos ao Governo sobre o alegado “uso da Inspecção-Geral da Educação” (IGE) para interrogar alunos sobre a manifestação de Novembro, num processo que, escreve, traz “à memória outros instrumentos, alheios a um Estado de direito democrático”.
No requerimento, que tem como destinatário o Ministério da Educação, a deputada pergunta quem decidiu a ida dos inspectores à escola de Fafe e ao abrigo de que legislação “foi feito o processo inquisitorial” que ali decorreu. Manifesta ainda o desejo de saber quem determinou os critérios da inquirição, que, sublinha, foi feita “sem o conhecimento de pais e encarregados de educação e sem o cabal conhecimento dos órgãos de gestão do estabelecimento”. Contactado pelo PÚBLICO, o assessor de imprensa do Ministério da Educação, Rui Nunes, limitou-se a afirmar que a resposta à deputada será dada “no momento e através dos canais próprios”.

