Paulo Portas elogiou a escolha de Luís Amado para seu sucessor no Ministério da Defesa, mas manifestou reservas quanto à sua força política para prosseguir as reformas no sector, revelou uma fonte próxima do líder popular.
A opinião do presidente cessante do CDS-PP foi manifestada na reunião de ontem do Conselho Nacional do partido, durante a qual Paulo Portas se despediu dos conselheiros, explicando as razões da sua demissão e os seus planos futuros.
Paulo Portas classificou Luís Amado como "uma pessoa conhecedora e moderada", manifestando contudo dúvidas sobre "se terá força política suficiente para afirmar as políticas de defesa, uma vez que não é ministro de Estado".
Segundo a mesma fonte, Paulo Portas telefonou a Luís Amado na sexta-feira, dia do anúncio dos ministros do XVII governo Constitucional, manifestando-se disponível para lhe passar as pastas do Ministério da Defesa.
Na intervenção do Conselho Nacional, o líder do CDS-PP voltou a manifestar a disponibilidade do seu partido para colaborar em todas as questões relativas à política externa e de defesa.
Paulo Portas lembrou que este será "um ano crucial" no sector da Defesa, uma vez que terá que se proceder à revisão da Lei de Programação Militar (LPM), reiterando a disponibilidade do CDS-PP para contribuir nesse sentido.
Na reunião de ontem, os conselheiros agendaram o próximo congresso do partido, durante o qual será eleito o sucessor de Paulo Portas, para os dias 23 e 24 de Abril, em Lisboa.


