Apesar do confronto ser importante

Debates só fazem a diferença em situações de disputa renhida, dizem politólogos

10.09.2009 - 09:25 Por Lusa

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Debates como o que está marcado para sábado entre José Sócrates e Ferreira leite são importantes, mas não decisivos, embora numa situação de disputa renhida entre candidatos as pequenas variações poderão fazer a diferença, defendem os politólogos.

"Decisivos não são, ajudam, mas não são determinantes", defendeu Manuel Meirinho.
Para o professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas na Universidade Técnica de Lisboa os debates televisivos entre candidatos a eleições são apenas "mais um elemento entre tantos", "mais uma peça" que, "quanto muito podem esclarecer alguma coisa". Ou seja, sublinhou, hoje em dia os debates têm uma "importância relativa", embora alguns tenham mais peso do que outros.

Contudo, quando a margem entre dois candidatos é muito pequena, como acontece nestas eleições legislativas com os líderes do PS e do PSD, José Sócrates e Manuela Ferreira Leite, que se encontram frente-a-frente no sábado, "os debates podem ajudar a fazer a diferença, mas, mesmo assim, não será uma diferença substantiva". Por outro lado, continuou Manuel Meirinho, é muito difícil aferir o grau de influência que os debates de pré-campanha têm nas escolhas dos eleitores, pois como não há estudos sobre a matéria, todas as conclusões são "meramente especulativas".

Também o sociólogo André Freire alertou para a ausência de "estudos contundentes" sobre a importância dos debates e a sua influência nos eleitores, apesar do efeito de longo prazo ser positivo, já que ajudam "na construção da política democrática". Quanto aos efeitos imediatos, o sociólogo preconizou que o maior efeito será o de "activação", ou seja, "mobilização de quem já tem uma opinião formada".

Quanto ao "efeito de conversão", André Freire admitiu que seja "mais reduzido", ressalvando, contudo, que num clima de maior competição o efeito seja acrescido. "Numa situação de disputa bastante renhida, mesmo pequenas variações podem fazer a diferença", frisou.

O professor da Universidade de Aveiro Carlos Jalali destacou ainda o facto de os debates não serem vistos de forma neutra pelos telespectadores, na medida em que estes reagem tendo em conta as suas preferências partidários. Desta forma, advogou, os frente-a-frente podem ser importantes para "reforçar posições ou activar algumas menos sólidas". "Mas, não se ganha ou perde eleições com um debate. Teria que existir uma 'gaffe' absolutamente inesquecível", sublinhou.

Dos debates realizados até terça-feira entre os candidatos dos cinco maiores partidos às eleições legislativas de 27 de Setembro, os mais vistos foram os frente-a-frente entre os líderes do PS, José Sócrates, e o líder do CDS-PP, Paulo Portas, e entre Sócrates e o líder do BE, Francisco Louçã, com uma média de 1,4 milhões de telespectadores. O debate menos visto até ao momento foi o frente-a-frente entre Paulo Portas e o líder do PCP, Jerónimo de Sousa.

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Eu acredito

Eu sou dos que acredito que os debates não valem muito, talvez não valham nada mesmo, senão ...

cc

10.09.2009 19:31

X

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