Entre os 36,9 e os 43 por cento

Dados provisórios dão a maior abstenção de sempre nas legislativas

27.09.2009 - 18:54 Por Lusa, PÚBLICO

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Nas eleições de hoje podiam votar mais de 9,4 milhões de eleitores Nas eleições de hoje podiam votar mais de 9,4 milhões de eleitores (Nuno Ferreira Santos)
As duas projecções efectuadas relativamente à taxa de abstenção revelam que esta deverá situar-se entre os 36,9 e os 43 por cento. Nas últimas legislativas, a abstenção fixou-se nos 34,98 por cento.

Os dados provisórios da SIC e Eurosondagem indicam que a abstenção situar-se-á entre os 36,9 e os 41,1 por cento. Já a projecção da Universidade Católica avança percentagens entre os 38 e os 43 por cento.

Nas eleições de hoje podiam votar mais de 9,4 milhões de eleitores, enquanto em 2005 apenas estavam inscritos 8,8 milhões.

Nas legislativas de 2005, a taxa final de afluência às urnas situou-se nos 65,02 por cento.

O dirigente socialista Pedro Silva Pereira aconselhou hoje “cautela” em relação a análises comparativas sobre as taxas de abstenção nas legislativas de 2005 e 2009, dizendo que o mais importante é o número absoluto de votantes. “É preciso ver esses números com cautela. Não interessa apenas a percentagem, mas também o número absoluto de votantes, sustentou.

Segundo o “braço direito” do secretário-geral do PS, José Sócrates, “pode haver uma desconformidade entre os cadernos eleitorais e o número real de eleitores”. “Vale a pena olhar para o número absoluto de votantes para se tirar conclusões”, insistiu.

Para a CDU o aumento da abstenção, estimada pelas várias sondagens perto dos 40 por cento, decorre "do descrédito de políticas e promessas não cumpridas" e "de 30 anos de políticas de direita", afirmou Vasco Cardoso, da comissão política do PCP. "É um aumento percentual da abstenção, embora isso possa não significar um menor número de votos", defendeu Vasco Cardoso, numa referência à falta de actualização dos cadernos eleitorais.

"Pelo lado da CDU, demos um contributo para que a campanha eleitoral fosse séria e combativa e apresentámos propostas inovadoras", acrescentou.

Fernando Rosas (BE) afirmou hoje que a existência de 600 mil novos eleitores leva a um aumento da abstenção, mas considerou que uma abstenção acima dos 30 por cento “é sempre má do ponto de vista do sistema democrático”.

“Uma taxa de abstenção deste volume é sempre má do ponto de vista do sistema democrático”, concluiu

O vice-presidente do PSD, José Pedro Aguiar Branco, considerou hoje que, a confirmar-se uma subida da abstenção comparativamente às legislativas de 2005, os partidos “devem reflectir” já com vista às autárquicas. “Em democracia é sempre bom que haja a menor abstenção possível e nesse aspecto ninguém pode ficar satisfeito quando há uma abstenção elevada. É uma situação que os partidos políticos, todos eles, a começar pelos maiores, devem reflectir de modo a que nos próximos eleitorais, a começar pelas autárquicas, isso não aconteça”, disse, à chegada ao hotel em Lisboa onde decorre a noite eleitoral social-democrata.

O líder parlamentar do CDS-PP, Pedro Mota Soares, considerou que o mais importante será saber se o “regime de maioria absoluta do PS” acaba e para isso será determinante o número de pessoas a votar. “Ainda que percentualmente a abstenção suba, nada nos diz que não haja mais pessoas a votar. Nos cadernos eleitorais há mais 800 mil novas inscrições. Não sabemos se votaram mais pessoas ou menos pessoas e isso é muito importante numa noite em que a grande incógnita é saber se terminou ou não o regime de maioria absoluta do Partido Socialista”, afirmou Pedro Mota Soares.

Notícia actualizada às 20h16

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A Miranda (Voto em Branco)

Sr Miranda Talvez não me expliquei bem :-) Quero dizer AO CONTRARIO, que o voto em branco é ...

Amarelo

27.09.2009 23:11

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