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Interesse nas PME é "amor de Verão"

Cuidado com o Sócrates “bonzinho e delicado”, avisa Jerónimo de Sousa

16.09.2009 - 00:07 Por Maria Lopes

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O líder da CDU avisou na terça-feira à noite em Guimarães que o José Sócrates com ar de “bonzinho” que surgiu nos últimos tempos, pretende enganar os portugueses. “Cuidado com ele!”, aconselhou.

"José Sócrates aparece agora com ar delicado, que parece arrependido, bonzinho. Era um homem bastante arrogante, bastante convencido”, lembra Jerónimo, para logo acrescentar “como se diz na minha terra: parece que deu o quebranto ao homem”.

Num comício na praça do Toural, mesmo no centro histórico de Guimarães, que terá reunido 300 pessoas, alertou: “O Sócrates que anda por aí delicado, sorridente, com ar de bonzinho não é o verdadeiro". O verdadeiro, continuou Jerónimo, “impôs o Código de Trabalho, deixando em risco os direitos dos trabalhadores e futuras gerações”, “restringiu o subsídio de desemprego”. “É aquele que fez tudo para trucidar os professores, os trabalhadores da função pública, os que se opuseram às suas políticas”, enumerou.

Aos críticos que apontam o dedo ao PCP por ter uma opinião demasiado rígida em alguns temas, Jerónimo deixou uma pergunta: “Mas quem é que está errado? É uma força política de esquerda que continua a bater-se por um programa de mudança ou um partido que se diz de esquerda e se continua a bater por políticas de direita?” O próprio deu a resposta. “Enquanto este PS se mantiver com votações significativas, não muda nada.”

“Amores de Verão” pelas MPME

O interesse em relação às micro, pequenas e médias empresas (MPME) que o PS, PSD e CDS-PP têm demonstrado nos últimos tempos não passa de “amores de Verão”, daquele que “ficam enterrados na areia” ou “morrem na praia”, disse também Jerónimo de Sousa. Uma “hipocrisia das hipocrisias”, criticou, quando afinal os mesmos partidos, na altura em que estiveram no Governo, “foram carrascos dessas empresas”, “mas nenhum toca no grande capital e na grande distribuição”.

Aproveitando o facto de estar num concelho que ainda tem muita agricultura de subsistência e criação de gado, Jerónimo de Sousa falou nas dificuldades que atravessa o sector leiteiro. “Como se admite que tenha permitido a alteração das quotas leiteiras e depois o país tenha que importar 250 milhões de litros de leite a preços de saldo?”. Lembrou também o encerramento de mais de 3000 explorações leiteiras, quando nos últimos 13 anos já fecharam 70 mil. No seu programa, a CDU propõe-se defender no Parlamento que o Estado apoie com cinco cêntimos por litro as explorações com menos 100 vacas.

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Pois

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JN

17.09.2009 01:02

X

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