Desde a fundação até à renúncia ao cargo do conselheiro de Estado Manuel Dias Loureiro
1993 - A fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito, com negócios na banca de investimento dá origem à criação do BPN, vocacionado para a banca de investimento.
1997 - O empresário Américo Amorim, que era o principal accionista do banco, deixa o BPN, cedendo o lugar a accionistas como Saúl Maia Campos (um industrial ligado à construção civil) e Rodrigo Carvalho Santos, que passaram a ser os maiores investidores do banco.
1998 - O antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do PSD Oliveira e Costa, que ocupou o cargo num dos governos liderados por Cavaco Silva, assume a liderança do BPN, transformando-o num banco comercial. Nesse ano, é criada a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), 'holding' destinada a agregar os investimentos não financeiros do grupo.
2000 - O BPN aumenta o capital de 60 para 80 milhões de euros, através de subscrição particular reservada a accionistas.
Em Outubro, o BPN assina um contrato publicitário com o futebolista português Luís Figo, que detém ainda cerca de dois por cento do capital do banco.
2001/2002 - Manuel Dias Loureiro, antigo ministro da Administração Interna, trabalha durante nove meses como membro da comissão executiva da SLN, abandonando o cargo na sequência de desentendimentos com Oliveira e Costa.
2002 - Compra do banco Efisa e da corretora Fincor. O grupo comprou ainda o Banco Insular em Cabo Verde, embora tenha ocultado o facto ao Banco de Portugal, o supervisor português.
2003 - O BPN Brasil começa a operar oficialmente no maior país da América Latina, o Brasil.
A operação de internacionalização iniciou-se um ano antes com a compra ao Banco Itaú da instituição financeira Itauvest (remanescente do Itaú Bankers Trust).
2004 - O BPN-Brasil anuncia um aumento de capital para 11,4 milhões de euros (43,5 milhões de reais) até ao final de 2004. O Brasil torna-se para o BPN o mercado de eleição para a internacionalização.
2005 - O Banco Africano de Investimento (BAI), uma instituição de direito privado angolano, que tem a petrolífera Sonangol como accionista, compra 20 por cento do capital do BPN Brasil, em Março.
2007 - O Banco de Portugal pede ao grupo SLN/BPN que clarifique a sua estrutura accionista e proceda à separação entre as áreas financeiras (BPN e Real Seguros) e não financeiras (SLN Investimentos, Plêiade e Partinvest). Os esclarecimentos da administração do banco apenas foram prestados em 2008, já após a saída de Oliveira e Costa, pelo então presidente interino Abdool Vakil.
Fevereiro de 2008 - Oliveira e Costa abandona a presidência do grupo SLN/BPN, invocando problemas de saúde. Na altura, vários dos principais accionistas - como Joaquim Coimbra, entre outros - defendiam a separação entre a área financeira e não financeira do grupo, bem como a nomeação de uma nova equipa de gestão. O presidente do banco Efisa, Abdool Vakil, assume a presidência interina do grupo. Também neste mês, o BPN foi alvo de uma investigação no âmbito da "Operação Furacão", o mega processo que desde 2005 investiga crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais, envolvendo instituições financeiras.
Junho de 2008 - Miguel Cadilhe, antigo ministro das Finanças e ex-administrador do BCP, é eleito presidente do grupo SLN/BPN, substituindo Abdool Vakil. Na mesma Assembleia-Geral em que foi eleito Miguel Cadilhe os accionistas aprovaram um aumento de capital de 300 milhões de euros, denominado "operação cabaz", destinado a reequilibrar o balanço do banco. Embora este aumento de capital tenha sido subscrito integralmente, as últimas tranches (200 milhões de euros) não chegaram a ser liquidadas até final de Outubro, como previsto.
Setembro de 2008 - Miguel Cadilhe anunciou um plano de venda de activos "não estratégicos", num esforço de reestruturação e valorização do grupo.


