Constituição: Passos Coelho defende que projecto de revisão “não é radical”

14.09.2010 - 20:09 Por Lusa
O presidente do PSD defendeu hoje que o projecto de revisão constitucional do seu partido é ousado mas “não é radical” e aumenta as garantias dos mais pobres, tornando mais justo o Estado social.
Numa declaração aos jornalistas, na sede nacional do PSD, em Lisboa, Pedro Passos Coelho disse estar convicto de que a revisão da Constituição proposta pelos sociais democratas “é essencial para tornar mais rápido o crescimento em Portugal, a criação de emprego em Portugal e para dar sustentabilidade às nossas finanças públicas”.
“Que é como quem diz: para podermos defender um Estado social moderno, para o século XXI, que seja mais justo do que aquele que hoje temos”, completou.
Segundo Passos Coelho, o projeto do PSD “abre a porta” a reformas estruturais que tornarão o “Estado social mais justo, em que aqueles que mais desprotegidos estão não sejam varridos para serviços de pior qualidade”.
“Os portugueses sabem que a proposta que o PSD apresenta tem, do ponto de vista das garantias públicas, mais garantias do que aquelas que hoje são oferecidas aos que têm menores rendimentos. E, portanto, esses portugueses não têm nada que temer da ousadia que o PSD teve em querer fazer esta discussão. Esses portugueses sabem que é possível ficar pior se não fizermos nada para alterar esta situação”, acrescentou.
O presidente do PSD qualificou a proposta de revisão constitucional aprovada hoje pela Comissão Política social democrata dizendo que esta “é ousada mas não é radical”.
“O PSD, com esta proposta, é fiel à sua tradição de um partido gradualista e reformista na sociedade portuguesa, que não um partido radical”, reforçou.

