O Governo assinala hoje os cem dias da aprovação do seu programa no Parlamento com um Conselho de Ministros que terá um período dedicado à reflexão política sobre as vias para a recuperação económica do país.
De acordo com o gabinete do primeiro-ministro, a reunião do Governo, que decorre no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, terá uma "extensa agenda de trabalho no período da manhã", com a aprovação de vários diplomas.
No entanto, ao contrário do habitual, os secretários de Estado serão depois convidados a juntarem-se aos ministros à hora do almoço, ocasião em que se fará uma reflexão sobre o caminho percorrido pelo Governo ao fim de cem dias de funções e sobre as prioridades até ao final da legislatura.
Em termos de agenda política, a principal dúvida reside em saber se o Governo arrancará já neste Conselho de Ministros com o anúncio do plano de acção para investimentos estruturantes, ou se, pelo contrário, o primeiro-ministro reservará a sua divulgação para mais tarde - uma sessão a realizar-se nos próximos dias ou no debate do estado da nação, dia 7 de Julho, na Assembleia da República.
O programa de investimentos, que envolverá cerca 20 mil milhões de euros e que se pretende executar em parceria com o sector privado, estará já praticamente fechado e a sua divulgação apenas depende de critérios de oportunidade política.
Na sua intervenção na apresentação do programa do Governo na Assembleia da República, José Sócrates anunciou que o ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, iria "elaborar e apresentar" este programa de investimentos "até 30 de Junho [hoje]".
Após mês e meio de agenda política marcada pelo debate em torno das consequências dos aumentos de impostos e dos cortes nas regalias dos trabalhadores da Administração Pública, os índices de confiança económica dos portugueses (segundo todos os estudos de opinião divulgados) atingiram níveis elevados de pessimismo.


