Projecto de resolução política do Comité Central

Comunistas querem reeditar CDU para eleições de 2009

25.09.2008 - 09:39 Por Lusa, PÚBLICO

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O PCP apresenta como objectivos para as três eleições de 2009 um reforço da sua influência eleitoral O PCP apresenta como objectivos para as três eleições de 2009 um reforço da sua influência eleitoral (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
O PCP quer renovar a Coligação Democrática Unitária (CDU), com “Os Verdes” e a Intervenção Democrática, para as eleições de 2009, e recusa qualquer entendimento eleitoral ou governativo em que seja “cúmplice” de uma “política de direita”.

A proposta é feita no projecto de resolução política aprovado pelo Comité Central do PCP, hoje publicado pelo jornal “Avante!”, órgão oficial do partido, e em debate pelas organizações do partido antes de ser votado no seu XVIII Congresso Nacional, de 30 de Novembro a 2 de Dezembro, em Lisboa.

Nas teses, a CDU é apresentada como “um valioso factor de acção política e eleitoral, para enfrentar os próximos actos eleitorais”. A política de alianças para as eleições de 2009 – europeias, autárquicas e legislativas – é uma questão interna pendente.

Em Março deste ano, em declarações à Antena 1, o ex-líder parlamentar do PCP Octávio Teixeira defendeu que gostava de ver o seu partido concorrer sozinho às eleições, altura em que o secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, remeteu a questão para mais tarde.

O PCP só concorreu sozinho às eleições em 1975 (Assembleia Constituinte) e às legislativas de 1976, tendo depois optado por coligações, primeiro com a APU (Aliança Povo Unido) e depois com a CDU. As “teses” para o Congresso foram aprovadas por unanimidade no Comité Central de sábado e domingo e serão discutidas pelas organizações do partido até Novembro.

Os Verdes têm prevista a sua convenção, equivalente ao congresso, em que a questão das alianças será discutida, para Março de 2009.

Teses dizem que convergência de esquerda exclui cumplicidade com “política de direita”

O PCP diz também que está disposto a um “diálogo” e “convergência” de esquerda, mas recusa ser “instrumento ou cúmplice” de um Governo PS com “políticas de direita”, referem as teses para o XVII congresso, hoje divulgadas.

No projecto de teses, divulgado também pelo jornal “Avante!”, os comunistas voltam a acusar o PS, no poder desde 2005 com maioria absoluta, de praticar “uma política de direita”, e concluem que “se apresenta cada vez mais comprometido com os interesses da grande burguesia e do grande capital”.

No ciclo eleitoral de 2009, o PCP repete a tese, usada no passado, de que é preciso alterar a “actual correlação de forças” com o PS, tornando-a “mais favorável ao PCP”, para se conseguir “uma ruptura” e uma “política de esquerda”.

O partido liderado por Jerónimo de Sousa é favorável ao “diálogo”, “convergência e cooperação” de forças “empenhados numa ruptura com a política de direita e na construção de uma alternativa de esquerda no quadro do actual regime democrático e constitucional”.

Sem definir metas, o PCP apresenta como objectivos para as três eleições de 2009 um reforço da sua influência eleitoral.

Estatísticas

  • 13 leitores
  • 20 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1343880

Comentário + votado

E de Lamentar

Em Portugal nao e preciso ser de esquerda para se ser um bom democrata o que e preciso e nao ser ...

Anónimo

27.09.2008 14:30

X

Mais em Política (2 de 10 artigos)

Marques Mendes diz que o livro que hoje apresenta é para o país e não para ao PSD Marques Mendes lança livro “Mudar de vida” com recados ao país, não ao PSD