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Reunião do Comité Central

Comunistas assumem que resultados das autárquicas foram “insatisfatórios”

13.10.2009 - 20:03 Por Maria José Oliveira

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O PCP introduziu hoje uma novidade na leitura dos resultados das eleições autárquicas. Em conferência de imprensa, e após uma reunião do Comité Central (CC), na sede da Soeiro Pereira Gomes, em Lisboa, o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, utilizou a palavra “insatisfação” para designar a votação nacional na CDU, apontando logo de seguida a proximidade das legislativas como um dos motivos para a obtenção dos resultados da coligação (9, 75 por cento para as câmaras e 10, 72 por cento para as assembleias municipais).
CDU admite "insatisfação" CDU admite "insatisfação" (Adriano Miranda (arquivo))

“Esta expressão eleitoral não anula o carácter insatisfatório de um resultado que ficou aquém dos objectivos. (...) A perda de posições de maioria em sete municípios não é separável, entre outras razões, da proximidade destas eleições com as eleições legislativas realizadas há apenas duas semanas, que não permitiu que o valor do trabalho da CDU no poder local e o mérito que lhe é largamente reconhecido se tivessem plenamente afirmado nestas circunstâncias”, afirmou Jerónimo de Sousa.

A curta distância entre os actos eleitorais foi ontem adicionada ao rol de argumentos dados pelos comunistas para explicar os resultados das eleições municipais: a “intensa bipolarização da campanha” promovida pelos meios de comunicação social, como referiu Ruben de Carvalho na noite eleitoral e o voto útil no PS (devido ao “receio do regresso do PSD”).

Hoje à tarde, o líder dos comunistas repetiu as justificações, reincidindo na “imensa campanha mediática destinada a favorecer uma artificial bipolarização” para demonstrar os resultados em Lisboa e no Porto, e culpabilizando “a concentração de votos da direita no PS” para divulgar a interpretação do CC sobre a perda da câmara de Beja.

No âmbito das futuras orientações do partido, nomeadamente no que concerne ao Orçamento do Estado (OE), Jerónimo declarou que o PCP não pode antecipar uma posição “sobre algo que não existe”. Mas ressalvou que os comunistas estão dispostos a prescindir da “estabilidade governativa” pedida pelo Governo socialista. “A estabilidade governativa não é um fim em si mesmo. Durante quatro anos e meio o Governo teve maioria absoluta e a vida dos portugueses não teve estabilidade”, disse. E, notando que a bancada comunista “procurará colocar algumas propostas de fundo” na discussão do OE, afirmou que os debates sobre o programa do Governo e o OE poderão “esclarecer” as futuras opções do PS “quanto à continuação da política de direita das últimas três décadas”.

Por fim, Jerónimo negou que o CC tivesse debatido as polémicas declarações de Carvalho da Silva - o líder da CGTP-IN pronunciou-se a favor da vitória de António Costa em Lisboa -, dizendo que o assunto “não fez parte da ordem de trabalhos” da reunião. No entanto, não deixou de recordar que “os trabalhadores do movimento sindical foram duramente ofendidos por este Governo, representado agora na câmara”.

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Força

CDU: Almada(147.308), Seixal(126.616), Setúbal(100.371), Barreiro(71.811), Moita(58.974), ...

Jovem Atento

14.10.2009 21:10

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