Defesa

Comandos portugueses partem amanhã para missão de alto risco no Afeganistão

25.01.2010 - 08:30 Por José Bento Amaro

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Os 150 militares portugueses que amanhã começam a embarcar para Cabul, Afeganistão, não terão restrições no uso da força. Podem disparar em qualquer ocasião sem esperarem pelo habitual consentimento vindo das hierarquias nacionais, como acontece com os contingentes de outros países, que combatem com os chamados caveats. Este procedimento ilustra a importância e a dificuldade da missão portuguesa, a qual adiou a partida por 24 horas.

Libertação de pessoas, escoltas a colunas e a individualidades e neutralização de atiradores solitários são algumas das tarefas que se irão deparar aos comandos portugueses, que, nos últimos seis meses, treinaram intensamente em território nacional. Enquanto no Alentejo as zonas áridas e o relevo permitiram reproduzir com alguma fidelidade o cenário afegão, na zona da serra da Carregueira, perto de Lisboa, onde o Exército possui uma vasta área de treino, foi possível simular aspectos operacionais relacionados com a intervenção em meios urbanos.

O perigo que espera a missão portuguesa, especialmente alertada para os engenhos explosivos artesanais e emboscadas, já foi reconhecido pelos governantes. Basta lembrar as palavras do ex-ministro da Defesa Severiano Teixeira na Assembleia da República, em Julho passado, quando assumiu os "riscos inerentes" a estas missões.

Hoje partem do Aeroporto do Figo Maduro, em Lisboa, apenas 20 dos 150 militares do sexo masculino, que irão permanecer em Cabul, na Zona Norte, nos próximos seis meses, em instalações onde estiveram forças portuguesas até Agosto de 2008. Este grupo avançado irá preparar toda a logística da missão. Numa primeira fase será responsável por transportes, alimentação e armamento.

Em Fevereiro, seguirá o resto do contingente, que será chefiado pelo tenente-coronel Luís Alves, elevando para um total superior a 250 homens a presença portuguesa na International Security Assistance Force (ISAF).

Os portugueses irão funcionar como Força de Reacção Rápida, ao serviço do Comando da ISAF. Para além de veículos adaptados ao terreno e do armamento individual habitual, terão ainda outro tipo de armas que o Exército e o Estado-Maior das Forças Armadas, por motivos de segurança, preferem não especificar. Como lhes compete uma acção interventiva, não terão, ao contrário de outras missões, a incumbência de proteger uma área determinada da cidade ou arredores.

O contingente, que irá desempenhar uma das mais duras tarefas atribuídas a militares portugueses em cenários de guerra ou guerrilha, não é totalmente inexperiente. Segundo o porta-voz do Exército, tenente-coronel Hélder Perdigão, quase 50 por cento do efectivo (todo ele em regime de voluntariado) já participou em missões do género, nomeadamente no Afeganistão. "É um contingente equilibrado e bem preparado", sintetizou o responsável.

A presença portuguesa no Afeganistão tem sido constante desde 2003, altura em que a NATO assumiu a liderança da ISAF. Até agora, houve duas baixas. A primeira foi em 2005, vítima de uma explosão de uma mina. Dois anos depois, outro militar português perdeu a vida num acidente rodoviário com um blindado, durante uma patrulha nocturna.

Até Novembro de 2008, Portugal manteve naquele país da Ásia Central 190 militares de combate. Com a sua saída, a presença portuguesa ficou reduzida a duas unidade de formação das forças afegãs e a uma equipa médica.

No Verão do ano passado, respondendo à solicitação da NATO para melhorar a segurança para as eleições presidenciais, enviou um C-130 com a respectiva equipagem.

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Coragem

Boa sorte para os militares Portugueses. Vao travar uma guerra justa, contra os selvagens dos ...

IN DUBIO PRO PATRIA

25.01.2010 09:36

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