O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, manifestou hoje vontade em adquirir o ferry Atlântida que o Governo Regional dos Açores mandou construir nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo mas que, por um diferendo entre as duas partes, não foi entregue, estando ainda ancorado naquele local.
À chegada aos estaleiros ao volante de uma carrinha Mercedes que ele próprio conduziu e vestido de forma informal, Hugo Chávez disse que a Venezuela necessita de um outro ferry para fazer o transporte de passageiros e que lhe disseram que este navio é “bom, bonito e barato” e que é “super rápido”.
Momentos antes, Chávez falou com alguns dos trabalhadores do estaleiro que emprega 764 funcionários, tendo trocado algumas palavras bem-humoradas com eles. Chegou a perguntar-lhes quantos dias demorariam eles a entregar-lhe o navio, pergunta à qual alguns funcionários responderam “mais ou menos oito dias”.
Um pouco antes, Sócrates referira-se à possibilidade de a Venezuela poder comprar o ferry Atlântida: “Tenho muita esperança que possamos agora iniciar os trabalhos de alteração deste barco açoriano por forma a que possamos vendê-lo à Venezuela”.
Nesta visita que o Presidente da Venezuela está a efectuar a Portugal vão ser celebrados protocolos com vista à construção de dois navios asfalteiros em Viana do Castelo, no valor de 130 milhões euros.
Sócrates já fez saber que estas encomendas são “importantes para assegurarem o futuro dos estaleiros de Viana” e que “significam um contributo para a Economia e para o emprego”. “Garante dinamismo e sustentabilidade para o futuro e hoje é um grande dia para os estaleiros de Viana e também um grande dia para a cooperação económica entre Portugal e a Venezuela, onde trabalha uma comunidade portuguesa de 500 mil cidadãos”.
Cerca das 13h00, o primeiro-ministro Português e o Presidente da Venezuela encontravam-se reunidos à porta fechada.


