Cerca de 500 membros da CGTP-IN dirigiram-se hoje à presidência da União Europeia, em cordão humano, para entregar uma moção contra o Tratado Reformador, por considerarem que a versão aprovada mantém mais de 90 por cento da proposta anterior.
Depois de ser votada em plenário nacional de sindicatos, a moção, que questiona as alterações ao Tratado Reformador e que aponta as principais discordâncias da CGTP-IN em relação ao mesmo, foi entregue à presidência da União Europeia.
“Exigimos que seja feito um referendo para que os portugueses possam decidir sobre um tratado que consideramos ser complexo e que terá grandes implicações na vida dos trabalhadores”, afirmou o secretário-geral, Manuel Carvalho da Silva, explicando que “o caminho para uma Europa participada pelos cidadãos é colocar os povos a decidir o seu futuro”.
A CGTP-IN contesta a desvalorização do diálogo social por considerar ser um elemento essencial para a contratação colectiva e que isso será o fim da possibilidade de negociação dos trabalhadores.
Acusações de falta de dimensão social
“As questões que mais nos preocupam neste tratado são a falta de dimensão social e a filosofia neoliberal que já estavam no Tratado Constitucional anterior e que não foram alteradas neste”, disse Manuel Carvalho da Silva.
A questão de Portugal perder poderes de soberania e de mecanismos de intervenção no Parlamento Europeu (ficará com menos dois deputados) é outra das referências da frente sindical.
A CGTP promete continuar a pôr em causa os conteúdos deste Tratado Reformador, mas não disse quais serão as próximas iniciativas.
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