Reacções à mensagem de Natal do primeiro-ministro

Centrais sindicais pedem acção efectiva do Governo para ajudar as pessoas

26.12.2008 - 09:34 Por Lusa, PÚBLICO

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Carvalho da Silva afirma que as políticas seguidas nos últimos anos estão longe de ser êxitos Carvalho da Silva afirma que as políticas seguidas nos últimos anos estão longe de ser êxitos (Carlos Lopes (arquivo))
O secretário-geral da CGTP espera que o Governo use de facto todos os recursos ao seu alcance para auxiliar os portugueses em 2009, tal como garantiu o primeiro-ministro na mensagem de Natal, enquanto o secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), João Proença, disse que, “mais que o anúncio de medidas, é preciso passar à prática”.

“O primeiro-ministro fala dos problemas situando-os na crise do mundo e contrapõe os êxitos em Portugal, quando isto é uma construção que não corresponde à verdade”, disse o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, Manuel Carvalho da Silva, à Agência Lusa, numa reacção à mensagem de Natal de José Sócrates.

Para este sindicalista, “é indiscutível” que existe hoje uma situação mundial de “descalabro” e “profunda crise” em vários campos “mas as políticas seguidas nos últimos anos estão longe de ser êxitos, em muitos casos são mesmo retrocessos do ponto de vista estrutural”. “Os três últimos anos não foram avanços, nem consolidaram reformas felizes”, acrescentou.

Manuel Carvalho da Silva lembrou que nos últimos “12 a 15 anos” foram pedidos sacrifícios às pessoas “dizendo-se que não havia dinheiro no Orçamento de Estado”, e agora “há milhões e milhões para socorrer os interesses dos ricos”.

O secretário-geral da CGTP sublinhou ainda que são necessárias “mudanças políticas” para se pedir confiança e determinação às pessoas, apontando a necessidade de “uma governação voltada para as pessoas e não para os números”.

UGT diz que é preciso envolver os trabalhadores

O secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), João Proença, afirmou por seu lado que, “mais que o anúncio de medidas, é preciso passar à prática”.

“Achamos que o Governo tem apontado algumas medidas que são positivas mas o grande problema é que as medidas, na prática, não têm ainda tido execução. E portanto, mais do que o anúncio de medidas, é preciso passar à prática e a prática exige a participação dos trabalhadores envolvidos”, afirmou à Lusa João Proença.

O secretário-geral da UGT considerou que a mensagem de Natal do primeiro-ministro “traduz uma realidade” que “preocupa hoje os trabalhadores, que sentem o seu posto de trabalho ameaçado, sentem dificuldades, e preocupa as famílias” devido ao “endividamento” e à “preocupação quanto ao futuro”.

“Esperamos de facto do Governo uma política que responda às necessidades reais das famílias, e que tenha em conta que hoje a preocupação com o sector financeiro e a preocupação com as empresas deve ser claramente despendido no apoio directo às famílias”, acrescentou.

Para João Proença, este apoio às famílias “traduz a própria recuperação do sector económico”, com a UGT a “a insistir que a política de salários, a política de pensões, a política de crescimento dos salários reais, dos rendimentos reais é um facto fundamental para combater a crise”.

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è uma vergonha

AJUDAR QUAIS PESSOAS ????????????????????? OS FUNCIONÁRIOS PUBLICOS SENHORES SINDICALISTAS ...

Anónimo

26.12.2008 16:36

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