A CDU assegurou hoje, num encontro com mulheres na Quinta da Fidalga, Seixal, que a presença de 16 mulheres e 14 homens na lista candidata às eleições para o Parlamento Europeu pretende dar "visibilidade e valorizar o papel das mulheres".
"Esta presença de mulheres é o resultado do empenho permanente da CDU e dos partidos que a integram (PCP e PEV) na defesa dos direitos das mulheres, na luta pela concretização da igualdade de direitos e de oportunidades, no reforço da participação social e política das mulheres a todos os níveis", afirmou a cabeça-de-lista da CDU às europeias, Ilda Figueiredo.
Destacando o papel indispensável das mulheres em todas as áreas da vida portuguesa, a eurodeputada referiu ser "urgente" travar o agravamento das condições de vida e de trabalho de importantes segmentos de mulheres trabalhadoras e que é "imperioso" pôr fim à ofensiva contra os direitos das mulheres.
No entanto, Ilda Figueiredo diz haver solução desde que seja "interrompida" a política de direita prosseguida pelo PS no Governo e pelos deputados do PS, PSD e CDS no Parlamento Europeu.
Na sua intervenção, a eurodeputada eleita pela primeira vez em 1999 prometeu ainda "manter" nos próximos cinco anos uma "ligação estreita às mulheres portuguesas", e em particular às trabalhadoras, às desempregadas, às jovens, às idosas.
"Daremos voz activa às mulheres, denunciando discriminações e as consequências das políticas económicas e sociais neoliberais", concluiu.
Presente no encontro feminino esteve também Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, que afirmou que é preciso dizer "basta" a uma política que em vários anos de governação maioritária do PSD e PS "sacrifica" sempre os mesmos.
No seu discurso, o líder dos comunistas criticou a "imensa propaganda" em torno das políticas igualdade de género adoptadas pelo actual Governo, repudiando o facto de estas estarem "subordinadas às orientações do capitalismo no plano internacional, no quadro da União Europeia". "Vangloriam-se com a Lei da Paridade mas está a paridade nos salários, nas reformas, no acesso às condições de autonomia para decidir da sua própria vida e até para decidir e participar activamente na vida social e política?", questionou.
Para Jerónimo de Sousa, existem soluções que "aparentando" defender e promover a igualdade são "apenas retoques de maquilhagem" para "encobrir" as desigualdades efectivas e os mecanismos que conduzem à "perpetuação da exploração da mulher". "Não tenhamos ilusões, porque se estas políticas continuarem e se ganharem com maiorias absolutas, a vida vai ser bem mais dura para as mulheres", alertou.


