O presidente do CDS-PP anunciou hoje, em Coimbra, que vai requerer a realização de um debate parlamentar sobre a situação económica, defendendo que o governo "tem a obrigação de tomar mais medidas" neste domínio.
"Os números são piores do que alguma vez o governo estimou ou reconheceu. O primeiro-ministro diz que não são precisas mais medidas do ponto de vista da situação económica e social: discordo frontalmente", afirmou Paulo Portas, ao referir que o debate de actualidade poderá ser convocado já para a próxima quarta-feira.
O líder do CDS-PP deslocou-se hoje a Coimbra, onde visitou a empresa de cerâmica Ceres, cuja laboração está prestes a ser retomada, e o Coimbra Inovação Parque (iParque), tendo também presidido à tomada de posse dos novos dirigentes da comissão política distrital.
"O governo tem a obrigação de tomar mais medidas, de ser mais corajoso, e a oposição tem de dizer quais são as suas propostas", frisou Paulo Portas. Entre as medidas preconizadas pelo CDS-PP para apoio às micro, pequenas e médias Empresas, que representam mais de 90 por cento da estrutura empresarial portuguesa, figuram a aceitação, pelo governo, da compensação de créditos.
"Uma medida determinante é que, nos contratos de fornecimento do Estado até 100 mil euros, seja dada uma condição de preferência a estas empresas", defendeu ainda o líder centrista, preconizando também "reduções drásticas" do pagamento especial por conta e do pagamento por conta e a devolução mensal do IVA.
Na vertente dos trabalhadores, o CDS-PP avança com cinco medidas urgentes entre as quais figuram o alargamento do subsídio de desemprego aos jovens que viram o seu contrato do primeiro emprego não renovado e a possibilidade de antecipar a idade da reforma para quem "não tem emprego nem reforma".
Outra das propostas é a obrigatoriedade de, quando o Estado abre concurso para quadros, contactar todos os jovens licenciados com as habilitações necessárias inscritos nos centros de emprego, adiantou. "Quando faço críticas, apresento alternativas", afirmou Paulo Portas, ao vincar que é necessário "salvar empresas e proteger empregos".


