CDS-PP: Telmo Correia garante vontade de avançar com candidatura à liderança do partido 
23.04.2005 - 20:18 Por Lusa
O ex-ministro Telmo Correia afirmou hoje que só aceitou ser candidato à liderança do CDS-PP porque sentiu "uma vontade forjada nas bases e nos militantes", e recusou críticas ao momento em que assumiu a sua disponibilidade.
"Não aceitaria se a minha vontade não se forjasse nas bases e nos militantes", declarou Telmo Correia, na sua primeira intervenção ao Congresso depois de ter assumido, numa entrevista televisiva, que seria candidato se a moção que subscreve fosse a mais votada.
Sobre o 'timing' que escolheu para anunciar a sua disponibilidade para a liderança - apenas esta semana -, Telmo Correia justificou-se com a surpresa com a demissão de Paulo Portas.
"Agora o problema é o 'timing'", lamentou, numa intervenção que só no final foi fortemente aplaudida.
"Eu não desejava a mudança de ciclo e a saída de um grande presidente", justificou-se, acrescentando que precisou de pensar quando foi confrontado com essa opção.
Por outro lado, Telmo Correia exigiu "lealdade" aos militantes, caso seja o escolhido para a liderança do partido.
Assumindo-se como "um homem comum", Telmo Correia reconheceu que por lhe faltar "o talento do líder anterior" apostaria "muito mais pelo trabalho de equipa" do que aconteceu durante a presidência de Paulo Portas.
Aos que dizem que será um líder transitório, um "regente", Telmo Correia respondeu com uma metáfora. "Não tenho problemas de ser regente porque esta orquestra eu acho que sei dirigir", assegurou.
Telmo Correia assumiu o seu quinhão no legado de Paulo Portas e recordou na sua intervenção, menos aplaudida do que a de Ribeiro e Castro, muitas das bandeiras do CDS na campanha, como a segurança ou a importância do sector privado. "Não podemos desperdiçar esse capital de credibilidade", defendeu Telmo Correia.
Sobre os próximos combates eleitorais, Telmo Correia considerou as autárquicas "a chave do sucesso do CDS no futuro" e defendeu o apoio do partido a um candidato presidencial de centro-direita, não nomeando Cavaco Silva, como fez Ribeiro e Castro.
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