• Kiev, a porta de entrada da Ucrânia
  • Energia de bicicletas para o DJ tocar
  • Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade

Em causa redução da taxa contributiva

CDS-PP questiona executivo sobre promessas antigas de apoio à natalidade

20.07.2007 - 15:56 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Portas diz que as medidas anunciadas hoje pelo Governo ficam aquém das praticadas noutros países europeus Portas diz que as medidas anunciadas hoje pelo Governo ficam aquém das praticadas noutros países europeus (Carlos Lopes/PÚBLICO (arquivo))
O líder do CDS-PP desafiou hoje o Governo a explicar porque não pôs em prática uma medida anunciada no ano passado para apoiar a natalidade, que reduzia a taxa contributiva para a Segurança Social para quem tivesse mais filhos.

"A 27 de Abril de 2006, o primeiro-ministro disse aqui que a taxa contributiva iria variar em função do número de filhos. Que é feito dessa medida?", questionou Paulo Portas, na interpelação ao primeiro-ministro, durante o debate do estado da nação.

"Diga-me se há algum decreto-regulamentar onde esta medida conste, para não acontecer com as medidas que hoje anunciou o que sucedeu com esta de há um ano", desafiou Portas.

Na resposta, o primeiro-ministro, José Sócrates, explicou que a proposta caiu em sede de concertação social. "Essa foi a proposta que fizemos. Na concertação social foi rejeitada por empresários e sindicatos. Humildemente, o Governo reconheceu que para preservar o acordo devia retirar essa medida", afirmou. "O senhor sabe isso tudo, mas finge que não sabe", ironizou.

O líder do CDS-PP desafiou o Governo a ir mais longe nas medidas de apoio à natalidade, lembrando que na Alemanha o subsídio de apoio ao nascimento vai dos 4200 aos 25 mil euros por ano e que a Espanha aprovou recentemente um “cheque-bébé” 2500 de euros.

"A sua proposta fica consideravelmente aquém, pelas minhas contas são 780 euros por ano", referiu o líder do CDS, questionando o Governo se é possível ir mais longe.

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje, no Parlamento, um programa de apoio à família e à natalidade, aumentando o abono de família para quem tem mais filhos, entre o segundo e o terceiro ano de vida, e criando uma nova prestação de apoio à gravidez, que será paga às grávidas que preenchem os requisitos para receber abono a partir do terceiro mês de gravidez.

Respondendo ao desafio de Portas, Sócrates garantiu que estas “não serão as únicas medidas, mas são as duas que o Governo está em condições de assumir” neste momento.

Estatísticas

  • 11 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1300064

Comentário + votado

X

Mais em Política (7 de 9 artigos)

As confederações defendem o fim da obrigatoriedade de reintegração do trabalhador despedido sem justa causa Governo não irá permitir despedimentos por "razões políticas ou ideológicas"