CDS-PP quer reunião extraordinária do Parlamento para debater “onda de violência” 
27.08.2008 - 08:56 Por Lusa, PÚBLICO
O CDS-PP quer uma reunião extraordinária da Comissão Permanente da Assembleia da República para debater a “onda de criminalidade violenta” dos últimos tempos em Portugal, disse hoje à agência Lusa o líder parlamentar dos centristas, Diogo Feio.
O dirigente do CDS-PP referiu que nesse sentido, comunicou ontem ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, essa pretensão, uma vez que o Parlamento não pode ficar “de braços cruzados a assistir todos os dias a um aumento da criminalidade sem fazer o que quer que seja”.
A Comissão Permanente assegura o funcionamento da Assembleia da República nos seus períodos de férias e nos períodos em que ela se encontrar dissolvida, entre outros casos previstos na Constituição.
“O país está a assistir todos os dias a um conjunto de actos que demonstram um clima e uma onda de violência que preocupa bastante as pessoas, gera situações de insegurança e o Parlamento não pode ficar a assistir de braços cruzados”, justificou Diogo Feio.
Clarificar posições
“O Governo também tem que ser confrontado com o que se está a passar”, disse, sublinhando que o CDS-PP não pretende discutir o desempenho do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, uma vez que o que está em causa “são políticas e não pessoas”.
Diogo Feio defendeu que a Assembleia da República tem que dar o exemplo e “dar voz” ao sentimento e preocupações dos portugueses. Acrescentou que o CDS-PP pretende uma “clarificação de posições e de propostas e um claro sentido de assunção de responsabilidades”.
Por isso, concluiu, o CDS-PP tem avançado com várias propostas na área da segurança, nomeadamente o aumento de efectivos e de concursos para as forças de segurança, medidas preventivas e repressivas para o crime de “carjacking”, a necessidade de reestruturação da segurança nas áreas metropolitanas e a dignificação das forças de segurança, entre outras medidas.
A Comissão Permanente é presidida pelo presidente da Assembleia e composta pelos vice-presidentes e por deputados indicados por todos os grupos parlamentares, de acordo com a respectiva representatividade na Assembleia.
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